TAP retoma voos para a Guiné-Bissau depois de longa pausa

"Check-in" no Aeroporto de Lisboa (01.12.2016) (DW)

Quatro anos depois de ter suspenso as ligações à capital guineense devido a um incidente que envolveu mais de meia centena de passageiros sírios ilegais, a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) volta a voar para Bissau.

Sauani Sané está de malas feitas para embarcar esta noite (01.12.) com destino à Bissau, no voo da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP).

“Vou porque gosto de andar na TAP. Acho que a TAP é muito mais segura do que qualquer outra companhia. A TAP suspendeu a viagem para a Guiné-Bissau e a maior parte de nós sentiu falta.”

O imigrante guineense, a viver em Portugal há quatro anos, vai sobretudo para visitar a família. “Há muito tempo que não fui lá, já há mais de quatro anos. E vou muito feliz. Peço muito para que a viagem corra bem e possa lá chegar bem e encontrar a família”.

Sané é um dos passageiros que viajam no aparelho da TAP, depois do Governo português ter autorizado o regresso da companhia de bandeira nacional à Guiné-Bissau. Alguns guineenses abordados pela DW África aplaudem a decisão.

Para Miguel da Silva “é muito melhor, mais rápido e eficaz. Não tem tanta trajetória de ir até o Marrocos e só depois ir até a Guiné-Bissau. Era muito complicado. Com a TAP é melhor, é direto”.

Já Antonieta Gomes afirma que o voo “até [acontece] de certa forma tardia, mas de qualquer forma também digo é na hora certa. Porque a suspensão do voo para a Guiné-Bissau penalizou muitos guineenses, e não só esses. Portugueses e todos quantos desejam fazer voo para a Guiné-Bissau diretamente e vice-versa para Portugal.

Voos suspensos desde dezembro de 2012

Os voos foram suspensos em dezembro de 2012, na sequência do embarque forçado pelas autoridades guineenses de 74 sírios em situação ilegal. O incidente aconteceu no aeroporto de Bissau num voo para Lisboa. Na altura, a TAP considerou que só retomaria as três ligações semanais depois das autoridades da Guiné-Bissau garantirem medidas de segurança no aeroporto local.

O administrador executivo da transportadora portuguesa, Fernando Pinto, disse à DW África que tem garantias para a retoma dos voos “e que teríamos toda a segurança, enfim, que situações daquele tipo não teriam a menor chance de voltar a acontecer. Nós acreditamos no país e queremos participar do seu desenvolvimento também”.

É uma aposta bem ponderada, diz Fernando Pinto, apesar das mudanças de governação que se têm registado nos últimos anos na Guiné-Bissau.

“Por enquanto, sim, é essa a ideia. Nós queremos operar lá como fazíamos anteriormente, focado na Guiné-Bissau”.

O administrador brasileiro não adianta mais pormenores, admitindo que no futuro a companhia portuguesa possa realizar operações a pensar no mercado regional da África Ocidental. (DW)

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