Georges Chikoti regressou da Cimeira da CEEAC

Ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti. (Foto: Lucas Neto)

O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, regressou hoje, ao país, depois de ter representado o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, na cimeira extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), que decorreu quarta-feira, 30 de Novembro, em Libreville, Gabão.

Em declarações à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o diplomata angolano informou que a reunião dedicou-se, essencialmente, a situação na República Centro Africana (RCA), tendo reconhecido a importância da Conferência de Doadores, realizada em Bruxelas (Bélgica), e o engajamento da comunidade internacional para apoiar este Estado.

“A RCA ainda tem algumas dificuldades para poder consolidar o seu processo interno, nomeadamente a conclusão do programa de desmobilização, desarmamento e reintegração social dos diferentes actores. Dos 14 grupos militares ou armados, uns já se entregaram; faltam três”, revelou.

Acrescentou haver, ainda, um problema atinente à consolidação da paz na RCA relativamente à amnistia e, eventual, julgamento, já que a ideia da cimeira é ajudar o presidente Faustin-Archange Touaderá, a implementar um processo que permita consolidar a paz no seu país.

O chefe da diplomacia angola considerou que apesar de estar feito o engajamento da região no processo, ainda há muitos desafios para o futuro, uma vez que a República Centro Africana tem dificuldades a enfrentar, referentes a aspectos fundamentais para a vida de um país.

“Para além das (dificuldades) financeiras, existem também algumas essencialmente estruturais e técnicas, como a inexistência de instituições próprias sólidas, tais como a segurança e a polícia, que (em falta) constituem empecilhos para o processo de reconciliação nacional” – referiu.

Embora dedicada fundamentalmente à situação política na RCA, a “Cimeira Extraordinária de Libreville analisou também, entre outros assuntos, a luta contra os jihadistas do Boko Haram, nos Camarões e Tchad, a instabilidade política na RDCongo e as tensões pós-eleitorais no Gabão, Congo e Tchad”.

Criada no Gabão, em 1981, a CEEAC visa promover a cooperação e o desenvolvimento auto-sustentável dos Estados da África Central, com ênfase na estabilidade econômica e melhoria da qualidade de vida dos povos.

Integram a Comunidade Económica dos Estados da África Central além de Angola o Burundi, Camarões, RCA, Congo, Gabão, Guiné- Equatorial, RD Congo, Rwanda, São Tomé e Príncipe e Tchad. (Angop)

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