Zimbabwe: Deputada Cândida Celeste ressalta avanços no empoderamento da mulher

Presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares da Assembleia Nacional, Cândida Celeste, fala à imprensa, à margem da 40ª Assembleia Plenária do Fórum Parlamentar da SADC (Foto: Alberto Julião)

A presidente do Grupo de Mulheres Parlamentares da Assembleia Nacional, Cândida Celeste, afirmou nesta quarta-feira, em Harare, Zimbabwe, que Angola “avançou bastante” em termos de empoderamento da mulher e tem já uma cifra de “37.3 porcento” de representantes femininas no Parlamento, de um total de 220 deputados.

Em declarações à imprensa angolana, à propósito da 40ª Assembleia Plenária desse órgão regional, a iniciar-se na sexta-feira, disse que o país está perto do limite estipulado para a região da SADC (50 por 50).

“Angola está próxima dessa meta. O Presidente da República chegou a aprovar ou passar a decisão dos 40 porcento. Não atingimos os 40 porcento, mas estamos quase nos 37.3”, sublinhou.

Disse ser uma cifra positiva, na medida em que o país está em 4º lugar a nível da SADC e já superou nações como o Zimbabwe, Malawi, Tanzânia e Suazilândia.

Cândida Celeste explicou que os países da região não são obrigados a atingir o limite de 50 por 50, porque nem todos têm condições para pôr as mulheres a liderar nessa proporção, por problemas de formação.

Explicou que os dois primeiros países da região, nesse quesito, são a África do Sul e as Ilhas Seicheles.

Afirmou, por outro lado, que muitas decisões tomadas no Grupo de Mulheres poderão ser melhor implementadas, caso Angola venha ser eleita presidente do Fórum Parlamentar da SADC.

A acontecer essa, disse, a eleição traria múltiplas vantagens para o país.

Angola já formalizou a sua candidatura, para substituir a Tanzânia. Trata-se de uma candidatura única, tendo em conta a desistência da República Democrática do Congo.

“O presidente terá que adoptar algumas questões e irá colaborar connosco. Nós, agora, no balanço das actividades realizadas na 39ª sessão, fomos orientado que devíamos adoptar uma sensibilização a todos os parceiros sociais, em particular os líderes, na questão do Programa Ele para Ela”, disse.

Explicou que esse programa tem apenas como base a necessidade de aumentar o número de mulheres.

“Infelizmente não cumprimos e esperamos dar cumprimento”, expressou.

Informou ainda que o Grupo Regional de Mulheres Parlamentares reuniu neste mês de Novembro. O encontro teve como base fundamental um Workshop sobre os Apátridas e sobre Saúde Sexual Reprodutiva.

Disse terem feito o balanço de algumas actividades recomendadas na 39ª sessão e nessa 40ª sessão, vão ouvir o prelector falar sobre a necessidade de se dar maior atenção aos apátridas.

Da mesma forma, disse Cândida Celeste, falaram sobre saúde reprodutiva da juventude, em particular das gravidezes precoces e do planeamento familiar.

“Aí há necessidade de se educar a jovem, para o planeamento e para evitar as gravidezes e casamentos precoces. A nível de Angola, junto do Ministério da Família e Promoção da Mulher e das ONG já temos feito esse trabalho em todas as províncias, em particular com seminários e workshops. Vamos dar continuidade”, concluiu.

O evento vai decorrer até 15 desse mês, em Harare, sob o lema “Apátridas na Região da SADC”.

Dos Estados membros, apenas o Madagascar (suspenso) está ausente desse fórum regional.

Angola far-se-á representar por cinco deputados.

O presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, chega nesta quinta-feira a Harare. (Angop)

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