Zaire: Escassez de notas de menor valor facial dificulta transacções comerciais

NOTAS E MOEDAS DE KWANZAS (Foto: ANGOP/ARQUIVO)

A escassez de notas de menor valor facial que se regista nos últimos meses, no município de Mbanza Congo, província do Zaire, está a causar constrangimentos nas transacções comerciais, constatou hoje a Angop.

Abordados pela reportagem da Angop, alguns cidadãos foram unânimes em afirmar que a escassez desde o princípio deste ano de notas de 50, 100 e 200 kwanzas no mercado municipal está a criar sérios constrangimentos na venda e compra de produtos.

Maria José, vendedora de frescos no mercado municipal, disse estar a encontrar dificuldades para comercializar os seus produtos por escassez de notas de menor facial, para quem momentos há em que perde clientes por falta de troco.

“Estamos abraços com notas de menor valor facial. Há momentos em que perdemos clientes por falta de troco”, deplorou, acrescentando que as entidades competentes deveriam injectar mais notas de menor valor facial no mercado.

Nlandu Maria, vendedora de doces no mercado local, disse estar difícil por enquanto acumular notas pequenas de kwanzas, o que compromete a sua actividade comercial.

Segundo afirmou, as reduzidas notas de menor valor facial que aparecem no mercado de Mbanza Congo se encontram em mau estado de conservação e muitas vezes são rejeitadas nas transacções comerciais.

“Em meu entender, as entidades de direito deveriam emitir mais moeda de menor valor facial, refiro-me de 50, 100 e 200 kwanzas em papel”, solicitou, fazendo uma clara alusão ao Banco Nacional de Angola (BNA), na qualidade de banco emissor.

Acrescentou que esta situação está a dificultar a actividade comercial de muitos vendedores que praticam negócio de pequena renda para o sustento das famílias.

Questionada sobre as moedas metálicas, a interlocutora disse que poucos cidadãos fazem o uso das mesmas, alegando vários motivos, para quem a emissão de mais notas de 50, 100 e 200 kwanzas seria a medida acertada.

Elias Fernandes, gerente de um estabelecimento comercial, assegurou que muitos produtos comercializados a preços inferiores (abaixo de 200) têm agora pouca saída, por dificuldades de troco.

“Na verdade está difícil agora o troco, tudo por insuficiência de notas de menor valor facial no mercado. As que aparecem encontram-se em mau estado de conservação e muitas vezes são rejeitadas nas trocas comerciais. Acho que o governo deve ver esta situação, emitindo mais notas pequenas”, sugeriu.

A Angop procurou ouvir alguns gestores bancários para se debruçarem a propósito, mas todos os esforços foram gorados. (Angop)

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