Volkswagen prepara corte de 23 mil empregos para poupar 3,7 mil milhões

(Reuters/Bloomberg)

A construtora automóvel alemã terá alcançado um acordo com os trabalhadores para cortar 23 mil empregos e poupar 3,7 mil milhões de euros em gastos, de acordo com fontes da Bloomberg.

A Volkswagen alcançou um acordo com os trabalhadores para cortar até 23 mil empregos de acordo com uma fonte da Bloomberg que pediu anonimato. Com esta redução da força de trabalho, a construtora automóvel pode poupar 3,7 mil milhões de euros em despesas.

A saída de trabalhadores vai ocorrer nomeadamente através de reformas antecipadas. Além disso, a empresa terá concordado que não vai forçar despedimentos até 2025, segundo fontes da agência que pediram para não serem identificadas. O anúncio oficial da empresa deve acontecer esta sexta-feira, numa conferência de imprensa agendada para as 9:30. O acordo entre a gestão da empresa e os trabalhadores, e que abre assim a porta a esta redução de pessoal, terá sido alcançado na última quarta-feira depois de vários meses de negociação.

Este acordo é tido como crítico para o grupo Volkswagen pois permite-lhe acelerar a restruturação da sua maior unidade e sair da crise em que está depois de ter sido tornado público o escândalo das emissões de gases, escreve a Bloomberg. A marca Volkswagen, que representa perto de metade das vendas do grupo, já tinha demonstrado dificuldades antes mesmo deste escândalo ter emergido.

A Bloomberg adianta ainda que o facto de a empresa não ir forçar despedimentos até 2025 é uma vitória dos trabalhadores. Além disso, segundo fontes da agência, a construtora acordou também que a construção de dois carros eléctricos vai ser concretizada na Alemanha, um em Wolfsburgo e o outro em Zwickau.

Apesar da saída deste número de pessoas, nomeadamente através de reformas antecipadas, a companhia terá prometido acrescentar até 9 mil posições para novos projectos como é o caso dos carros eléctricos e de novas características de âmbito digital.

A empresa alemã tem uma fábrica em Palmela, a Autoeuropa, que se prepara para receber a contrução de um novo modelo. (Negocios)

por Ana Laranjeiro

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