Unita apresenta inquietações à CNE no âmbito do processo eleitoral

Júlia Ferreira - Comissária Eleitoral e Porta-voz da CNE (Foto: Lucas Neto/Arquivo)

A Unita apresentou, à Comissão Nacional Eleitoral (CNE), situações que considera de irregularidades que se têm estado a registar, no âmbito do registo eleitoral.

As preocupações foram apresentadas durante o encontro que os responsáveis do maior partido da oposição mantiveram nesta sexta-feira, em Luanda, com o presidente da CNE, André da Silva Neto.

“O nosso partido, enquanto actor político e sobretudo concorrente às eleições de 2017, tem verificado algumas irregularidades no quadro do registo eleitoral presencial e achamos oportuno levar ao conhecimento da CNE o que temos estado a constatar”, notou Álvaro Chicomanga Daniel.

Segundo o director-geral do gabinete de estudos, pesquisa e análise da Unita, “temos constatado a recolha coerciva de cartões eleitorais por elementos ligados à administração pública e a deslocação de brigadas para locais não informados aos partidos políticos”.

“O que se quer é que o processo eleitoral seja liso e transparente”, vincou o responsável, que integrou uma delegação da Unita encabeçada pelo secretário para os assuntos Políticos e Eleitorais, Vitorino Nyani.

Disse que tem de haver cumprimento e deveres. “Nós enquanto partido temos os nossos direitos e deveres e fazemos questão de cumpri-los e a CNE deve cumprir com aquilo que lhe cabe, enquanto supervisora do processo eleitoral”.

Entretanto, a porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, afirmou que no domínio do registo eleitoral têm competências que decorrem no texto da Lei, nomeadamente o exercício da supervisão do registo eleitoral.

“Este exercício temos estado a faze-lo ao nível de todo o país. E, até ao momento, no âmbito das nossas visitas de constatação aos postos de registo eleitoral, nunca nos deparamos com situações como estas que são aqui descritas pela UNITA”, expressou.

A Unita apresentou também preocupações ligadas ao atraso no credenciamento dos delegados de listas dos partidos políticos no processo de 2012.

A propósito, a porta-voz da CNE referiu que em 2012 registaram-se algumas situações do género por terem constatado na altura a existência de duplicidade nominal nas listas de partidos políticos concorrentes. (Angop)

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