Unicidade do Estado constitui ganho da independência

Alexandre Sebastião - Vice presidente da Casa- Ce (Foto: Rosário dos Santos)

A preservação da unicidade do Estado angolano, assim como o reconhecimento do 11 de Novembro de 1975 como data da proclamação da independência nacional por todas as forças políticas constitui um dos grandes ganhos de Angola nos últimos 41 anos.

Esta afirmação é do deputado à Assembleia Nacional pelo grupo parlamentar da CASA –CE, Alexandre Sebastião André, em entrevista à Angop, a propósito do 41º aniversário da proclamação da independência nacional, que se assinala a 11 de Novembro.

De acordo com o político, apesar de Angola ter alcançado a sua independência num período em que a guerra fria estava no auge com as grandes potencias na época, os Estados Unidos da América e a União Soviética a tentar ter a sua influência em Angola, os três movimentos de libertação nacional, apesar de antagónicos reconhecem o 11 de Novembro como a data da independência política.

“A proclamação da independência nacional em 1975, ocorreu numa fase muito turbulenta onde a guerra fria estava no auge em que a parte ocidental, liderada pelos Estados Unidos da América, precisava de ter as suas influências sobre Angola e a parte do Leste, encabeçada pela exntão União Soviética, precisava também de ter as suas influencias sobre Angola”, explicou.

Realçou que as duas potências queriam substituir os colonialistas portugueses e para conseguirem os seus objectivos fomentaram a guerra fratricida, que durou longos anos e causou prejuízos até agora incalculáveis.

Na óptica de Sebastião André “nessa altura notou-se também que houve pouca frieza, por parte dos políticos pois não conseguiram contornar as apetências das grandes potências e se deixaram embalar pelos seus interesses, mergulhando o país numa guerra prolongada”.

Entretanto, o igualmente vice-presidente da CASA-CE considera que do ponto de vista material a grande independência foi alcançada com a paz, cujo protocolo foi rubricado a 4 de Abril de 2002, permitindo a grande circulação de pessoas e bens.

Para o parlamentar, “o período entre 1992 e 2008 foi um período histórico e genuíno, onde a guerra coabitava com a paz, sendo inédito, onde os militares estavam nas frentes de combate e os políticos estavam juntos no parlamento e na governação, facto que faz de Angola um país original”.

Alexandre André disse que com o alcance da paz resta agora consolida-la, do ponto de vista militar, assim como das mentes.

“Para além da consolidação da paz é necessário que haja uma repulsa à intolerância politica, porque havendo intolerância política dificulta a consolidação da paz e da reconciliação nacional”, asseverou. (Angop)

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