Tunísia e Congo Brazzaville dominam primeiras edições

(Foto: D.R.)

A actual detentora do título africano das Nações em Andebol feminino, a Tunísia foi também a primeira a sagrar-se campeã, há quarenta e dois anos, na primeira edição da prova, realizada em 1974,  em Tunis.

Numa época em que a modalidade registava ainda pouca adesão de praticantes do sexo feminino, apenas cinco selecções marcaram presença e, curiosamente, destas, só as anfitriãs se mantiveram no topo do andebol continental, ao longo das 22 edições até agora disputadas.
Senegal, Egipto, Uganda e Argélia ocuparam, nesta ordem, as posições seguintes da tabela no primeiro CAN feminino. Angola, ainda sob domínio colonial, foi nessa altura inscrita na Federação Internacional de Andebol por um grupo de nacionalistas, como Nação independente.
Entretanto, a Federação Angolana de Andebol (FAAND), a mais antiga do país, entrou oficialmente em funcionamento, apenas dois anos depois.
Internamente, sob orientação da então Secretaria de Estado de Educação Física e Desporto, foi desenvolvido um amplo programa de massificação, denominado “Desporto para Todos” e o andebol, até então praticado oficialmente apenas por homens, passou a incluir as senhoras nas competições de âmbito provincial e nacional.

I Edição.
País Sede- Tunísia. Ano-1974

Campeão-Tunísia. Países participantes (5) : Tunísia, Senegal, Egipto, Uganda e Argélia.
Dois anos depois, Argel acolheu o campeonato, com a participação de seis selecções divididas em dois grupos, de três cada. Apesar de jogar em casa, as argelinas foram incapazes de impedir a vitória das tunisinas, que confirmaram o domínio no continente, chegando ao bi – campeonato na segunda edição da prova. No primeiro aniversário da Independência de Angola, o CAN de andebol registava a estreia do Congo Brazzaville, que ocupou o segundo lugar, no prenúncio de uma era de domínio continental absoluto daquele país vizinho. As anfitriãs completaram o pódio e o Senegal, que na estreia alcançara a medalha de prata, foi relegado para a quarta posição da tabela classificativa, à frente do Uganda e da estreante Costa do Marfim. O número reduzido de selecções e o desnível acentuado entre as equipas do topo e as do meio da tabela para baixo, foram destaques desta edição, à semelhança do que aconteceu no primeiro CAN.

II Edição
País Sede – Argélia. Ano-1976

Campeão – Tunísia. Participantes (6):Tunísia, Congo Brazzaville, Argélia, Senegal, Uganda e Costa do Marfim.
Galvanizadas com o segundo lugar conseguido na edição de 1976, as congolesas deram um salto qualitativo, três anos depois, conquistando o primeiro troféu africano em casa. Para os mais cépticos, a ausência da Tunísia foi apontada como elemento facilitador para o triunfo do Congo Brazzaville.
Porém, as congolesas apresentaram qualidade competitiva que lhes permitiu manter a senda de vitórias nas edições seguintes. A experiência competitiva adquirida e o maior investimento das autoridaes congolesas, na classe feminina, silenciou por completo o cepticismo inicial. Na edição de Brazzaville as camaronesas estrearam – se em campeonatos africanos e terminaram com uma meritória medalha de prata ao peito. As argelinas ficaram com o bronze, enquanto Costa do Marfim, Uganda, Nigéria, Togo, Benin e Gabão, nesta ordem, ocuparam as posições seguintes.
O terceiro CAN registou ainda um maior número de selecções participantes, num total de nove, quase o dobro das concorrentes da primeira edição.
A localização geográfica do país sede assumiu, daí para frente, papel importante na garantia de maior número de equipas na luta pelo título continental.

III Edição.
País Sede-Congo Brazzaville. Ano-1979

Campeão- Congo Brazzaville. Países participantes (9): Congo Brazzaville, Camarões, Argélia, Costa do Marfim, Uganda, Nigéria, Togo, Benin e Gabão. (jornaldeangola)

Por: Teresa Luís

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