Trump se distancia do movimento de ultra-direita que o apoia

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em Bedminster, Nova Jersey, no dia 20 de Novembro de 2016 (AFP)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, distanciou-se nesta terça-feira do movimento denominado ‘alt-right’, de ultra-direita, que o apoiou durante a campanha, segundo declarações feitas a um grupo de jornalistas do The New York Times.

“Eu o desautorizo e condeno”, disse Trump sobre o movimento, em meio a um escândalo provocado por um vídeo de uma reunião recente deste movimento, no qual os participantes comemoram o resultado da eleição presidencial com saudações nazistas, com o braço direito esticado.

“Heil, Trump!”, gritam os seguidores do movimento, em uma cena que chocou o país e motivou fortes pressões para que o presidente eleito condene este apoio.

“Não é um grupo que quero incentivar. E se eles têm força, quero analisar isto e descobrir porque”, comentou.

No entanto, Trump defendeu a nomeação do polémico editor Steve Bannon como seu assessor para assuntos estratégicos, já que é visto precisamente como o porta-voz mais famoso do movimento de ultra-direita americana denominado ‘alt-right’.

“Se eu pensasse que ele é um racista ou um ‘alt-right’ ou o termo que quisermos utilizar, eu não teria pensado em contratá-lo”, comentou.

À frente do site Breitbart, alinhado com a ultra-direita americana, Bannon se tornou uma personalidade famosa para o movimento ‘alt-right’, como ele mesmo admitiu em Julho deste ano.

Segundo jornalistas do NYT, na conversa desta terça, Trump disse que “Breitbart é apenas uma publicação” e acrescentou que Bannon estava passando “por um momento difícil” devido à polémica provocada por sua nomeação.

Depois de idas e vindas, Trump recebeu nesta terça-feira em seu escritório um grupo de jornalistas e editorialistas do NYT, um jornal com o qual mantém uma relação tensa que se tornou uma guerra aberta desde a campanha eleitoral. (Afp)

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