Trump aconselha-se com Kissinger durante formação de sua equipe

Henry Kissinger, em Londres, no dia 25 de outubro de 2016 (Afp)

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma pausa nesta quinta-feira no recrutamento de sua equipe de segurança nacional para se aconselhar com um dos mais ilustres – e polémicos – funcionários do passado: Henry Kissinger.

Aos 93 anos, Kissinger foi secretário de Estado e assessor de segurança nacional durante os governos dos presidentes Richard Nixon e Gerald Ford, foi o arquitecto da aproximação dos Estados Unidos e da China e ajudou a negociar os Acordos de Paz de Paris que deram um fim à guerra do Vietname.

Kissinger continua a ser um respeitado especialista em política, mas sua reputação foi ofuscada por seu papel no golpe de Estado no Chile, apoiado pela CIA, e no bombardeamento americano ao Cambodja.

Trump, inexperiente em política externa e em funções públicas, reuniu-se com Kissinger durante a campanha e o recebeu na Trump Tower, sua residência e QG de campanha.

A equipe de republicanos mais próximos de Trump discute quem será nomeado para os cargos da nova administração, enquanto observadores e as capitais estrangeiras acompanham com atenção para ver se os funcionários e o gabinete escolhidos dão alguma pista sobre a orientação política que Trump seguirá.

“Tenho um grande respeito pelo doutor Kissinger e aprecio que compartilhe suas opiniões comigo”, disse Trump depois de recebê-lo em seu luxuoso arranha-céus em Nova York, acrescentando que conversaram sobre China, Rússia, Irão, Europa e temas mundiais mais amplos.

Embora Kissinger tenha se mostrado feliz em compartilhar sua sabedoria com Trump, é sabido que ele foi mais próximo da democrata Hillary Clinton, e inclusive admitiu que esperava que ela vencesse a corrida pela Casa Branca.

Em entrevista publicada este mês por Jeffrey Goldberg, editor da The Atlantic magazine, Kissinger disse que dos candidatos à Presidência americana só Hillary compartilhava do modelo “tradicional e internacionalista dos Estados Unidos”. (Afp)

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