Sporting vs. Arouca. Presidentes acusam-se de tentativas de agressão

(ANDRÉ KOSTERS/LUSA)

O Sporting-Arouca terminou com palavras azedas e acusações de tentativas de agressão. A polícia teve de intervir junto da zona dos balneários, admitiram Joel Pinho e Nuno Saraiva.

O Sporting-Arouca acabou com palavras azedas e acusações de tentativas de agressão. Foi isso que Joel Pinho, diretor desportivo do Arouca, foi dizer à sala de conferência de imprensa em Alvalade. Nuno Saraiva, diretor de Comunicação dos leões, surgiu a seguir, referindo que foi exatamente o oposto.

“É lastimável o que aconteceu hoje”, começou por dizer Joel Pinho, filho do presidente dos visitantes. “Invadiram o nosso espaço no túnel. Foi necessário vir a polícia. O presidente Bruno de Carvalho, foi com ele que tudo começou. Provocou o presidente [do Arouca], tentou agredi-lo, insultou-o. Disse coisas que eu não vou dizer aqui, porque vocês merecem mais respeito. As palavras usadas foram más de mais. Não tenho palavras para classificar o que se passou.”

E continuou, visivelmente nervoso. “Um presidente de uma instituição como o Sporting ter a atitude que teve hoje… Acho que não merecem estar no futebol pessoas como o presidente Bruno de Carvalho. São pessoas que têm de crescer mais, têm de saber estar e têm de saber respeitar o futebol, para além da instituição Sporting. Foi muito mau. O Sporting merece pessoas melhores aqui.

Joel Pinho não se quis alongar muito sobre a temática. O diretor desportivo do Arouca confirmou que foi necessário a intervenção da polícia junto dos balneários.

A seguir, surgiu Nuno Saraiva, o diretor de Comunicação do Sporting, referindo que aconteceu tudo ao contrário. “É tempo de repor a verdade sobre o que se passou”, começou por dizer. “Já dentro do balneário, o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, foi à casa de banho. Quando saiu, foi insultado e alvo de tentativa de agressão por parte do presidente do Arouca. Aquilo que aconteceu foi que ninguém, em nenhuma circustância, gosta de ser insultado ou agredido, muito menos na sua própria casa. Naturalmente que o presidente aquilo que fez foi limitar-se a perguntar o que estava a acontecer, o porquê destes insultos e tentativa de agressão.”

E prosseguiu: “A partir daí, gerou-se uma grande confusão. O diretor desportivo do Arouca, bem como outros elementos da própria equipa, incluindo um jogador, tentaram a todo o custo furar o cordão policial e tentaram agredir as pessoas do Sporting, que estavam ali dentro do balneário. Naturalmente, aquilo que temos de lamentar, e que não podemos aceitar de maneira nenhuma, é que vindo a nossa casa, seja quem for, insulte o Sporting Clube de Portugal, na figura do seu presidente; tente agredir o Sporting Clube de Portugal, na figura do seu presidente, que mais não fez que ficar estupefacto com o que estava a acontecer.”

O diretor de Comunicação do clube de Alvalade admitiu que a polícia foi chamada ao local e reforçou a inocência de Bruno de Carvalho. “O que queria dizer, em nome da reposição dos factos, é que é falso que tenha havido qualquer tentativa de agressão a qualquer elemento do Arouca, muito menos ao seu presidente. Mas também, como sabemos, é hábito, um pouco por todo o lado, cada vez que o Arouca joga, o seu presidente causar problemas. Em nome da verdade, é completamente falso que o presidente do Sporting Clube de Portugal tenha tentado agredir quem quer que seja, foi ele sim vítima de tentativa de agressão e de insultos dos mais obscenos que possam imaginar.” (Observador)

por Hugo Tavares da Silva

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