‘Sou um nacionalista económico’, diz Steve Bannon, assessor de Trump

Ativistas protestam contra nomeação de Bannon, em ato na prefeitura de Los Angeles, na Califórnia, em 16 de novembro de 2016 (Afp)

Steve Bannon, o polémico novo assessor e estrategista do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ser partidário da supremacia branca, mas se apresentou como “um nacionalista económico” que quer construir um “novo movimento político” baseado em um grande plano para criar empregos.

“Não sou um supremacista branco, sou um nacionalista. Sou um nacionalista económico”, declarou ele, em sua primeira entrevista após o anúncio de Trump no último domingo (13).

Ex-director do “site” de notícias de ultra-direita Breitbart, Bannon foi o director-geral da campanha do magnata nova-iorquino.

“Como o populismo de Andrew Jackson, vamos construir um movimento político completamente novo”, explicou ao se referir ao ex-presidente dos Estados Unidos (1829-1837) que queria defender o “americano comum” e levou à adopção de uma lei que forçava os indígenas americanos a abandonarem suas terras.

Para Steve Bannon, “tudo está relacionado com os empregos”, defendeu ele na entrevista publicada nesta sexta-feira (18) no “site” da revista Hollywood Reporter.

“Os conservadores vão ficar loucos. Sou o que tem um plano de grandes trabalhos de centenas de biliões de dólares. Com as taxas de juros negativas no mundo, é a melhor oportunidade de reconstruir tudo”, acrescentou.

O presidente eleito Donald Trump prometeu um grande plano de investimento – de cerca de US$ 550 biliões – para relançar o desenvolvimento e a renovação da infraestrutura que foi “descuidada durante muito tempo”, uma rara proposta do populista celebrada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) e pelos democratas. (Afp)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA