Senado do México: Vitória de Trump coloca em risco todo o mundo

(REUTERS/ Henry Romero)

O triunfo de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA é um risco para todo o mundo, disse na madrugada desta quarta-feira à Sputnik Mundo a presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado do México, Gabriela Cuevas Barron.

“Os grandes riscos que representa Trump não são apenas para o México, mas também para os Estados Unidos, porque terá uma maioria republicana em ambas as câmaras do Congresso, o que o torna um presidente particularmente poderoso.”

“Será um presidente que não teve tempo de conhecer em qual realidade se encontram os EUA, a sua relação com os dois vizinhos cruciais, México e Canadá, e as dificuldades com o resto do mundo”, disse a legisladora de 37 anos, que chefia a comissão das relações com o mundo do Poder Legislativo do México.

Trump “será um presidente complicado desde cedo, já acusou um colapso das bolsas e da taxa de câmbio do peso frente ao dólar”.

Desde que se iniciou o triunfo de Trump, percebe-se “um enorme nervosismo, não só na América do norte, mas em todo o mundo”.

A presidência, que será chefiada pelos próximos quatro anos por Trump, está cercada de “indícios ruins, há sinais muito fortes de preocupação, mas o maior temor estaria ligado ao fortalecimento populista de todos os tipos, além da corrente ideológica de onde surgem”.

Gabriela Cuevas Barron em um comentário para Sputnik Mundo também destacou que, sem dúvida alguma, a partir de hoje, a vida dos mexicanos nos EUA será muito difícil, pois a semente de ódio semeada na campanha permanece, e através do governo de uma potência, esse ódio poderia propagar para o poder público, sendo ainda mais grave.

A vitória do excêntrico magnata nova-iorquino “não é uma boa notícia para o mundo, não sendo em termos de tolerância nos EUA, sendo este, um país historicamente muito diverso, político, cultural e religiosamente”.

Se analisarmos os EUA de acordo com a qualidade de vida, “a actual geração não possui as mesmas expectativas dos jovens de antes, isso poderia explicar a desilusão dos norte-americanos, levando-os a se expressar com raiva”.

No entanto, afirma a dirigente do senado, “a raiva nem sempre é o melhor conselheiro, o eleitorado optou por alguém que muito dificilmente poderá retirar um país — tão diversificado e complexo — de uma crise”.

O desafio dos EUA com Trump na Casa Branca estaria ligado ao “impedimento da queda e ruptura da economia para que ela volte a oferecer melhores condições de vida para a geração seguinte”, concluiu Cuevas Barron. (Sputnik)

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