RFI e Rádio Okapi silenciadas em Kinshasa

Presidente congolês Joseph Kabila (© AFP PHOTO / CARL DE SOUZA)

“Inaceitável” e “preocupante” o corte das emissões da Radio France Internationale – RFI e da Rádio OKAPI da ONU em Kinshasa, considerou esta segunda-feira a França, apoiada pela ONU, Organização Internacional da Francofonia, Repórteres sem Fronteiras e Federação Internacional de Jornalistas, entre outros.

A RFI está inacessível em Kinshasa desde a noite de sexta (02/11) dia em que a coligação do opositor Etienne Tshisekedi convocou uma manifestação proibida pelas autoridades, desde então a rádio Okapi das Nações Unidas foi igualmente cortada.

A RFI é uma das rádios mais escutadas na RDC, onde os principais líderes da oposição Etienne Tshisekedy e o pastor Moïse Katumbi recusaram assinar o acordo de transição, que prevê eleições em Abril de 2018 e até lá um governo de transição, dirigido por um primeiro ministro da oposição, cujo nome deverá ser conhecido para a semana e não hoje como estipulado no acordo de 18 de Outubro, anunciaram hoje os participantes no diálogo nacional que o rubricaram.

Em causa está a contestação ao prolongamento do segundo mandato do Presidente Joseph Kabila que termina a 20 de Dezembro e que constitucionalmente não se pode recandidatar.

De recordar que no passado dia 27 de Outubro Luanda acolheu a sétima Reunião de Alto Nível sobre o Acordo Quadro da Região dos Grandes Lagos, promovida pela CIRGL ou Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos presidida por Angola, pelas Nações Unidas e União Africana e que foi dominada pela crise na RDC, mas também no Burundi, Sudão do Sul e RCA.

ATAQUE em GOMA

Entretanto em Goma no leste do país, uma criança e um capacete azul foram mortos esta terça-feira (8/11) e 32 outros capacetes azuis indianos da Monusco ficaram feridos, após uma explosão ainda não reivindicada, mas que segundo as autoridades deveria ser de origem criminosa. (Rfi)

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