Redes de água e energia eléctrica no Pólo de Viana

(Foto: D.R.)

O Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana projecta o arranque, em 2017, do projecto de implantação de uma rede de abastecimento de água para abastecer directamente as empresas instaladas no recinto, noticiou quinta-feira a Angop.

O secretário de Estado da Indústria anunciou que o trabalho relativo à rede de electricidade também já começou e, em 2017, é esperado o restabelecimento da subestação para começar a distribuição de energia pelos empreendimentos instalados no pólo.
Kiala Gabriel revelou que o custo estimado do projecto de infra-estruturação do pólo é de cerca de 500 milhões de dólares (mais de 83 mil milhões de kwanzas), o que considerou estar alinhado às dimensões do projecto.
O secretário de Estado da Indústria declarou que o pólo vai jogar um papel importante na diminuição das importações e no aumento do número de postos de trabalho disponíveis na economia angolana.
Aliás, lembrou, o objectivo da construção dos pólos é o da reposição da capacidade produtiva, a concentração das pequenas e médias empresas, o aproveitamento das sinergias e das matérias-primas, o aumento do valor acrescentado e o incremento da produtividade e inovação tecnológica.
O secretário de Estado referiu também o actual momento que o país atravessa, apontando a estratégia do Executivo para a saída da crise como uma das formas de se substituir as importações, apostando no aumento da produção local.
Com 291 empresas e 3.900 postos de trabalho, o Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana (PDI/Viana) é uma zona de desenvolvimento de projectos industriais, aprovada pela Comissão Permanente do Conselho de Ministros, na Resolução nº 4/98, de 27 de Março.
Possui uma comissão de gestão que tem por missão coordenar, com outras instituições, a concessão,­ por parte do Executivo, dos incentivos atribuídos às empresas que se queiram instalar no Pólo, estabelecer relacionamento estreito com as empresas industriais instaladas, garantir a disponibilidade dos serviços e promover o surgimento de oportunidades de emprego para os angolanos, bem como a oferta do primeiro emprego. Criado em 1998, tem uma área de 2.700 hectares.
O Pólo de Desenvolvimento Industrial de Viana está disponível para integrar novas indústrias, anunciou em Julho o coordenador da sua Comissão de Gestão, Luís Ribeiro. Parcelado em duas áreas, a zona A estava, em Julho, envolta em questões jurídicas e desprovida do número necessário de empresas, como também está a zona B, consagrada a projectos de logística, explicou Luís Ribeiro. (jornaldeangola)

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