Realizadas 45 cirurgias do pâncreas no hospital militar de Luanda

Médica interna de cirurgia geral Jéssica Campos (Foto: Rosário dos Santos)

Quarenta e cinco cirurgias do pâncreas foram realizadas no hospital militar de Luanda desde Setembro 2012 a Setembro deste ano informou hoje, quarta-feira, a médica interna de cirurgia geral Jéssica Campos.

Em declarações à Angop, a margem do I worskop de cirurgia patológica do pâncreas, sob o lema ”Um dia com o pâncreas”, a médica referiu que este número de cirurgias já é considerado uma alta incidência, devido ao factor de ser uma lesão grave, levando a pessoa a morte rapidamente.

Segundo a especialista, dentro do número de cirurgias feitas existem 26 casos de tumores pancreáticos e, destes 59 porcento morreram.

Fez saber que nestes casos estão inclusos as pancreátites crónicas, agudas, quistos do pâncreas e tumores pancreáticos.

Frisou que as causas estão ligados a hereditariedade, o tabagismo, o álcool o que leva a incidência de tumores pancreáticos e de pancreatites agudas.

De acordo com a responsável, existem vários problemas do pâncreas como câncer do pâncreas, pâncreas divisum, pâncreas ectópico, pancreatite aguda e leve.

Definiu o pâncreas como uma glândula de aproximadamente 15 cm de extensão, fazendo do sistema digestivo e endócrino dos seres humanos que se localiza atrás do estômago e entre o duodeno e o baço, e os sintomas são dor abdominal, diarreia com eliminação de gordura nas fezes, náuseas e vómitos após a alimentação.

É também, acrescentou, o órgão responsável por produzir insulina, hormónio que reduz as taxas de glicose no sangue, salientando que a retirada completa do pâncreas pode desencadear um caso de diabetes incontrolável.

Realçou que muitos pacientes já chegam ao hospital em estadio avançado, apelando a todos a cultivarem o hábito de fazer check ups periódicos, medir o açúcar no sangue e evitar o consumo excessivo de álcool para evitar o surgimento de complicações no pâncreas.

“Esta cirurgia pode levar até nove horas, sendo uma das maiores cirurgias que existe na rede das cirurgias do corpo, porque retira-se a cabeça do pâncreas e o duodeno, levando várias suturas, e como tem uma alta taxa de mortalidade, deve ser feito com calma para se obter bons resultados.

O I workshop está a ser realizado com objectivo de dar a conhecer mais sobre esta patologia pouco falado a nível do sistema de saúde e pouco acometido devido ao álcool, tabaco e a própria diabete. (Angop)

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