Portugueses da IKI Mobile constroem fábrica de telemóveis em Angola

(Foto: D.R.)

A IKI Mobile, marca portuguesa de telemóveis, está a construir uma fábrica em Angola, um investimento de 2,9 milhões de dólares (cerca de 2,6 milhões de euros), disse à Lusa o presidente executivo, Tito Cardoso.

A marca foi lançada a 17 de Novembro de 2015 e previa uma unidade em Coruche, Santarém, a funcionar em 2018. Tito Cardoso disse que o objectivo de uma unidade em Coruche se mantém, mas que é um processo que tem o seu tempo.

A IKI Mobile candidatou-se aos apoios do Portugal 2020, que “tem as suas limitações próprias”, apontou, explicando que no total foram feitas três candidaturas e estão a decorrer reuniões com o presidente da câmara de Coruche e outras entidades competentes.

“Entretanto, decidimos avançar com construção” de uma fábrica em Angola que vai servir o mercado SADC – Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, “um mercado que abrange mais de 300 milhões de pessoas”, adiantou.

“O objectivo foi estratégico. Além de sermos a marca que mais vende em Angola, queremos apostar no mercado que apostou em nós”, disse, salientando que a IKI Mobile vai criar postos de trabalho para os angolanos.

Esta unidade, que está a ser construída desde Agosto em Benfica/Luanda, resulta de “um investimento de 2,9 milhões de dólares” e será dirigida para o mercado interno e para a exportação para os mercados SADC.

A conclusão da sua construção está prevista para Abril do próximo ano. Nesta unidade, os telemóveis serão montados e não produzidos de raiz.

“Vamos fazer ‘assemblagem’ [montagem] do produto”, sendo que a unidade “tem capacidade de 400 mil telemóveis por mês, que é a capacidade máxima”, e inclui uma possível expansão da fábrica, acrescentou.

No caso da futura unidade de Coruche, esta será diferente, já que irá incluir um laboratório e terá um processo “mais industrializado”, estando prevista a criação de 250 postos de trabalho.

O processo “não depende de nós”, salientou, explicando que a zona industrial de Coruche “é nova e necessita de infraestruturas”.

Tito Cardoso sublinhou que a câmara de Coruche “está empenhada”, mas falta ainda a resposta às candidaturas ao Portugal 2020.

O gestor admitiu ainda a possibilidade de haver uma unidade fabril no Brasil.

“Temos uma empresa que nos contactou e quer vender o nosso produto no Brasil”, disse, salientando que naquele mercado poderá haver um processo semelhante ao de Angola, “mas mais dirigido para o mercado interno”.

Em Cabo Verde, “também fomos convidados a construir uma fábrica, o convite foi muito interessante, temos uma visita agendada”, mas não está nada fechado, disse. No entanto, garantiu: “Temos interesse em apostar em Cabo Verde”.

Questionado sobre a Turquia, país que tinha manifestado interesse em que a IKI Mobile tivesse uma unidade no seu mercado, Tito Cardoso disse que não está descartado, apontando que Ancara tem “questões políticas que tem resolver internamente”. (jornaldenegocios)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA