Obama quer resolver crise ucraniana até final do mandato

Os líderes russo, Vladimir Putin, e americano, Barack Obama, durante a cúpula do G20 na China (Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/AFP)

Presidente dos EUA pressiona homólogo russo Vladimir Putin para um acordo.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, informou este domingo o homólogo russo, Vladimir Putin, que pretende resolver a crise ucraniana antes de deixar a Casa Branca, em janeiro.

“Falei com ele [Vladimir Putin] sobre a Ucrânia e sobre a necessidade de regular a questão”, afirmou Obama numa conferência de imprensa em Lima, no Peru, onde termina hoje a cimeira do Fórum para a Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC).

“Pressionei-o no sentido de dar instruções aos seus negociadores para que trabalhem connosco, com França, com a Alemanha e com a Ucrânia para ver ser podemos chegar a um acordo antes do fim do meu mandato”, acrescentou o ainda Presidente dos Estados Unidos da América, que sairá da Casa Branca a 20 de janeiro, quando Donald Trump tomará posse.

Outros países da Ásia-Pacífico querem acordo comercial

Barack Obama afirmou também este domingo que os dirigentes da região Ásia-Pacífico decidiram continuar os esforços para adotar o Acordo Transpacífico (TPP), que está agora fragilizado pela eleição de Donald Trump para a Casa Branca.

“Os nossos parceiros disseram claramente que querem ir em frente com o TPP”, afirmou Barack Obama numa conferência de imprensa em Lima, Peru, que acolheu a cimeira do Fórum para a Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC).

“E eles querem fazê-lo com os Estados Unidos”, disse ainda o democrata, na sua última deslocação ao estrangeiro enquanto Presidente dos Estados Unidos, numa alusão à oposição do seu sucessor Donald Trump relativamente a este acordo.

Os dirigentes dos 21 países do Fórum para a Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) comprometeram-se este domingo “a combater qualquer forma de protecionismo”, de acordo com a declaração do final do encontro que terminou este domingo em Lima, no Peru.

Os membros do fórum rejeitam políticas económicas protecionistas num contexto de, como descrito na declaração final, “uma lenta e desigual recuperação da crise financeira de 2008”.

A declaração indica que os membros vão “resistir a todas as formas de protecionismo”, incluindo a manipulação de moedas e de taxas de câmbio. (Tvi24)

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