Obama: “A História vai registar e julgar o impacto de Fidel”

Barack Obama (EPA/Doug Mills)

Foi assim que o presidente dos EUA, Barack Obama, reagiu à morte do histórico líder cubano que, durante décadas, desafiou o poder geoestratégico de Washington na região da América Latina. Já Donald Trump assinalou a morte de um “ditador brutal”.

O presidente dos EUA, Barack Obama, já reagiu à morte de Fidel Castro, afirmando que “a História vai registar e julgar” o “enorme impacto” do líder da revolução cubana “nas pessoas e no mundo à sua volta”.

“Sabemos que este momento enche os cubanos – em Cuba e nos Estados Unidos – de emoções muito fortes, que passam pelas inúmeras vezes que Fidel Castro alterou o rumo das vidas de cidadãos, de famílias, da nação Cubana. A História vai registar e julgar o enorme impacto desta figura singular nas pessoas e no mundo à sua volta”, lê-se no comunicado divulgado pela Casa Branca.

Ainda assim, Obama frisa que os Estados Unidos têm trabalhado para poderem “colocar o passado para trás”.

O líder norte-americano enviou condolências à família Castro, sublinhando que os seus pensamentos e as suas preces estão com o povo cubano.

“Neste momento em que sabemos da morte de Fidel Castro, estendemos a mão ao povo cubano”, vincou Obama.

Já o Presidente-eleito dos EUA, Donald Trump, começou por reagir à morte de Fidel com um breve tweet em que escreveu “Fidel Castro está morto”.

Só horas mais tarde fez um novo comentário, menos simplista, à morte do histórico líder cubano.

O Presidente-eleito dos EUA disse que o dia de hoje assinala a morte de um “ditador brutal que oprimiu o seu próprio povo durante quase seis décadas”. Frisou que espera que a morte de Fidel marque o início de um caminho de afastamento “dos horrores que duraram demasiado tempo, em direção a um futuro em que o maravilhoso povo cubano possa finalmente viver na liberdade que tanto merece”.

E sublinhou que a sua administração “vai fazer tudo o que for possível para assegurar que o povo cubano possa finalmente começar a sua jornada em direção à prosperidade e à liberdade”.

Fidel Castro morreu esta sexta-feira, aos 90 anos. A notícia da sua morte foi anunciada pelo irmão e atual presidente cubano, Raúl Castro. Desde então, multiplicam-se as reações à morte de um líder carismático e controverso, que é uma das principais figuras da História do século XX.

O histórico líder cubano desafiou durante décadas o poder geoestratégico dos Estados Unidos na região da América Latina.

Depois de Fidel ter declarado Cuba um Estado socialista, em 1961, os EUA cortaram relações diplomáticas com Havana, que se prolongaram até 2015. Os norte-americanos instituíram um embargo económico à ilha, que vigora ainda hoje.

Os dois países aproximaram-se nos últimos tempos, já com Raúl Castro no poder. Em março deste ano, Obama tornou-se no primeiro Presidente norte-americano em funções a visitar Cuba em 88 anos. (Tvi24)

por Sofia Santana

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