O que Trump quer dar à Cuba após a morte de Fidel

(REUTERS/ Carlo Allegri)

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse neste sábado (26) que seu governo “fará tudo o que puder” depois de assumir o governo em 20 de Janeiro para ajudar a aumentar “a liberdade e a prosperidade do povo cubano” após a morte de Fidel Castro.

Trump havia ameaçado, no final de sua campanha à Casa Branca, reverter as medidas tomadas pelo presidente Barack Obama para abrir as relações com o antigo adversário da Guerra Fria depois de mais de meio século de bloqueio.

No entanto, em sua primeira declaração sobre a política de Cuba desde a eleição de 8 de Novembro, feita de seu resort West Palm Beach, na Florida, onde ele e sua família estão passando o fim de semana após o Dia de Acção de Graças, Trump não disse se iria de fato reverter as medidas de Obama.

“Embora as tragédias, as mortes e as dores causadas por Fidel Castro não possam ser apagadas, nosso governo fará todo o possível para garantir que o povo cubano possa finalmente iniciar seu caminho rumo à prosperidade e à liberdade”, disse Trump no comunicado.

“Enquanto Cuba continua sendo uma ilha totalitária, espero que o dia de hoje marque um afastamento dos horrores que duraram por tempo demais, e em direcção a um futuro no qual o maravilhoso povo cubano finalmente viva na liberdade que tão ricamente merece”, disse ele.

A declaração de Trump marca um abrandamento de sua retórica de campanha tardia sobre a política para Havana.

“Esse pode ser um lugar onde seus interesses empresariais o estimulam a adoptar um caminho mais pragmático, mesmo que isso irrite os elementos mais anti-castristas de ambas as partes”, disse um funcionário de inteligência dos EUA à Reuters, falando sob a condição de anonimato. (Sputnik)

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