Músicos ressaltam contributo de Paim

Mayo Cool e Eduardo paim (Foto: ANTÓNIO ESCRIVÃO)

Tido como precursor do estilo kizomba no mercado musical angolano, Eduardo Paim foi apontado, nesta sexta-feira, como “figura incontornável e ícone da música nacional”.

Em entrevista à Angop, no final do seu show de 40 anos de carreira, colegas de profissão reconheceram e enalteceram o seu “grande contributo” à música nacional, além-fronteiras.

Avançam que, pela ousadia de ter apostado na fusão da rítmica angolana com os ritmos antilhanos, Eduardo Paim entrou para a história e abriu caminho para o boom registado a partir dos anos 90.

Maya Cool, artista forjado por Paim, disse que o “Marchal Kambuengo” tem o mérito de ter mexido com as tradições e introduzido no mercado angolano um estilo de música e de dança que nada tinha a ver com a realidade cultural angolana.

“O meu pai, pois assim considerou Eduardo Paim, revolucionou a música angolana e isto é um mérito que ninguém poderá apagar, passem os anos que passarem. Quando se lembrarem de Eduardo Paim, os fãs vão sempre voltar aos anos 80 e 90″, referiu.

Maya Cool frisou que Eduardo Paim produziu um conjunto de músicas que jamais sairão da boca do povo, porque vão perdurar no tempo e no espaço.

Jacinto Tchipa, cantor que também conviveu e trabalhou durante muitos anos com Eduardo Paim, destacou o factor humano do artista, frisando que sempre colocou os interesses colectivos acima dos individuais.

“É uma das principais características de Eduardo Paim. Ele não se importava de, por vezes, deixar de parte os seus projectos individuais para trabalhar com outros, ajudando projectos de outros artistas”, expressou.

O autor de “Cartinha da Saudade” e Maié Maié” adiantou que a “mão mágica” de Eduardo Paim revolucionou a música angolana, factor que o coloca no mais alto patamar da música nacional.

“É inegável e ninguém conseguira apagar o trabalho de Eduardo Paim na arena musical angolana. Ele deu tudo o que tinha que dar em termos de produção musical. É um artista cujo nome será ouvido por muito tempo”, asseverou.

Jacinto Tchipa avançou que quando se falar da música angolana, a nova geração vai continuar a ouvir falar de Eduardo Paim.

Além de Jacinto Tchipa, o show dos 40 anos de carreira de Eduardo Paim contou ainda com as participações de Ricardo Abreu, Yola Semedo, Fernando Kental e Maya Cool. (Angop)

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