Marques Mendes: “Apresentem as declarações rapidamente ou então desamparem a loja”

(Expresso)

O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, diz que já é tempo de os gestores dos gestores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) apresentarem as declarações de rendimentos, como exigido pelo Tribunal Constitucional (TC) e até pleo Presidente da República.

“Isto já leva três semanas. Ou eles apresentam as declarações rapidamente ou então desamparem a loja. Ou vão esperar até ao final do prazo do dado pelo Tribunal? Isso são mais três semanas Deviam apresentar já amanhã. Haja paciência”, disse este domingo à noite no seu comentário habitual no telejornal da SIC.

Para Marques Mendes, depois do TC ter dito que os gestores da Caixa tinham mesmo de apresentar as suas declarações de rendimentos ficou tudo muito claro e não há qualquer alternativa. “Ou apresentam as declarações ou então vão embora. O país não pode esperar mais uma ou duas semanas”, disse.

O comentador da SIC diz que a ideia de que estão à espera de saber se têm ou não sigilo para decidir se entregam ou não nem sequer devia estar em cima da mesa. Ou seja, Marques Mendes é da opinião de que deviam entregar e então depois pedir o sigilo, ainda que considere que se isso fosse conseguido seria mais uma excepção que os gestores da Caixa não deviam ter.

O ex-líder social democrata considerou ainda que toda esta polémica em torno da Caixa já está a começar a fragilizar o Governo e que só não fragiliza mais porque “não há oposição”.

“O Governo anda a passar pelos pingos da Chuva, mas se isto não se resolve na próxima semana, vão ser pedidas responsabilidades. Se isto fosse no Governo de Passos Coelho, já tinha caído o Carmo e a Trindade. Mas como não temos oposição ainda não houve nenhuma pergunta ao fim de três semanas. Nunca vi uma oposição assim”, comentou.

Ainda assim, para Marques Mendes, o mais afectado por toda esta polémica é mesmo o ministro das Finanças. “Mário Centeno está muito fragilizado politicamente. Do ponto de vista técnico ele tem as suas capacidades, mas do ponto de vista político deixa muito a desejar”, disse.

Contudo, considera que Centeno “não sai”. “Mas não sai porque não é fácil arranjar um ministro das Finanças prestigiado e credível”, ou seja, “ele não sai , não é tanto por mérito próprio, mas por exclusão de partes. Mas fica com esta marca”.

Sobre este tema, Marques Mendes notou ainda que o Governo tem estado calado e não tem exigido nada ao gestores da Caixa porque neste momento existem duas visões diferentes que não se podem sobrepôr uma à outra.

“Centeno pensa de uma maneira e Costa de outra, mas não quer desautorizar o ministro das Finanças”, disse. (Expresso)

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