Mário Centeno justifica crescimento da economia com a criação de emprego

(Foto: Stephanie Lecocq/EPA)

O ministro das Finanças assinalou os 127 mil empregos criados nos primeiros nove meses do ano, face aos 75 mil perdidos nos últimos seis meses de 2015.

Mário Centeno assinalou que os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) “confirmam a aceleração” da economia portuguesa, que cresceu 0,8% no terceiro trimestre face ao trimestre anterior e 1,6% face ao período homólogo de 2015.

“Este crescimento da economia é sustentado num aumento da confiança e nas melhorias já muito assinaláveis que vínhamos notando no mercado de trabalho”, salientou.

Numa declaração aos jornalistas, o governante destacou que nos primeiros nove meses do ano foram criados 127 mil empregos, enquanto nos últimos seis meses de 2015 tinham-se perdido 75 mil empregos.

“É esta a mudança de rumo que pretendíamos para a economia portuguesa”, reforçou Mário Centeno.

A economia portuguesa cresceu 1,6% no terceiro trimestre deste ano em termos homólogos e 0,8% face ao trimestre anterior, segundo a estimativa rápida hoje divulgada pelo INE e acima das previsões dos analistas.

O INE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou em termos homólogos 1,6% em volume no terceiro trimestre de 2016, face a uma variação de 0,9% nos dois trimestres anteriores.

O gabinete de estatísticas explicou que “o crescimento mais intenso do PIB refletiu principalmente o aumento do contributo da procura externa líquida, verificando-se uma aceleração mais expressiva das exportações de bens e serviços” face à das importações de bens e serviços.

E sublinha ainda que a aceleração das exportações “foi comum às componentes de bens e de serviços”.

Por outro lado, aumentou também o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB no terceiro trimestre, em resultado da “aceleração do consumo privado” devido ao comportamento da componente de bens não duradouros e serviços, enquanto a componente de bens duradouros desacelerou.

Já em comparação com o segundo trimestre, o crescimento da economia portuguesa foi de 0,8% em termos reais (0,3% no trimestre anterior), depois do contributo da procura externa líquida ter sido positivo, refletindo “o forte aumento das exportações de bens e serviços”, enquanto “a procura interna registou um contributo negativo”.

Os valores hoje divulgados superam as expectativas dos vários analistas contactados pela Lusa, que estimavam em médios aumentos de 0,3% em cadeia e 1,1% em termos homólogos, atribuindo-os sobretudo a uma quebra na procura interna. (Tsf)

por Lusa

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA