Mais de 400 empresas com parceiros chineses

(Foto: D.R.)

A parceria entre empresários angolanos e investidores chineses resultou já no financiamento de 483 projectos nos sectores da agricultura, construção civil, comércio, indústria e serviços, hotelaria e turismo, energia e mineração.

Empresários angolanos e chineses procuram reforçar os laços de cooperação e identificar novas áreas de investimento no Fórum Económico Angola/ China, que decorre desde ontem no Centro de Convenções de Talatona, numa promoção da Casa Civil do Presidente da República.

Na abertura, o ministro Chefe da Casa Civil, Manuel da Cruz Neto, avançou que o fórum Angola – China é uma iniciativa conjunta cuja finalidade é o incremento dos investimentos, assim como a criação de parcerias públicas e privadas.

Segundo o responsável, este fórum resulta das excelentes relações existentes entre Angola e a China e visa reforçar os laços de amizade que datam de há muitas décadas entre os dois povos, que reciprocamente têm sabido brindar a sua solidariedade, principalmente nos momentos mais difíceis da sua história.

“Hoje, a relação de amizade assenta numa base que é a cooperação económica. Reconhecemos, por isso, o papel essencial do investimento da República Popular da China em Angola, na promoção do desenvolvimento sustentável, crescimento económico, da redução da pobreza, criação de emprego, expansão da nossa capacidade produtiva e desenvolvimento humano”, reconheceu, o ministro chefe da Casa Civil, Manuel da Cruz Neto.

Na mesma senda, o presidente da Câmara de Comércio Angola- China, Arnaldo de Sousa Calado, referiu ser uma grande honra e satisfação para a Camara de Comércio Angola-China, participar no fórum, cujo objectivo principal é proporciar plataformas de colaboração e parcerias empresarias em benefício das economias de dois países.

“O Governo de Angola adoptou uma saída da crise que tem vindo a produzir resultados positivos, que nos permitem desenvolver competências para no médio prazo encontramos alternativas ao petróleo como principal fonte de receita fiscal”, disse, Arnaldo de Sousa Calado. A China é o maior parceiro económico de Angola.

Em Julho do presente ano o nosso país tornouse no maior fornecedor de petróleo à China, ultrapassando os seus tradicionais fornecedores Rússia e Arábia Saudita, porém, além do petróleo, outros produtos têm merecido o interesse do mercado chinês, indicando que é vasto o campo de cooperação entre os dois países.

De acordo com, Manuel Arnaldo de Sousa Calado, no mundo actual, marcado por um cenário internacional complexo, competitivo e muitas vezes difícil, a Câmara de Comércio Angola-China surge como uma ideia nova que confere ao empresariado nacional melhores condições para alcançar os seus objectivos para o desenvolvimento da economia nacional e enriquecimento do empresariado Angolano.

“A nossa Câmara reúne, em poucos meses da sua existência, mais de 625 associados, presentes em todas as províncias do país, entre empresários nacionais e investidores chineses”, avançou.

Nesta senda, prosseguiu, mais do que uma visão estratégica empresarial comum, os empresários e investidores chineses estão unidos pelo anseio por um futuro compartilhado de um empresariado forte e empreendedor. Disse ainda que “os nossos associados estão divididos em 412 empresários associados angolanos e 213 empresários / investidores associados chineses”.

Os empresários chineses e angolanos depositaram na CAC 483 projectos, subdivididos nos ramos da agricultura, 184, Construção Civil, 132, Comércio Indústria e Serviços 113, Turismo e Hotelaria 30, Energia 18, e seis projectos ligados à mineração.

“É nossa convicção de que sendo a China a porta aberta do investimento estrangeiro para Angola, não é menos verdade que ela só será eficaz se encontrar igual correspondência no empresariado nacional e nas instituições homólogas angolanas”, sublinhou.

Por sua vez, o presidente da Associação das empresas chinesas em Angola, Zhang Zongyan, salientou que no Fórum de Investimento Angola-China estão presentes mais de 100 empresas chinesas dos mais diversos sectores. Segundo ele, as empresas chinesas têm participado no desenvolvimento de Angola em várias áreas, nomeadamente na agricultura, transportes e outros. “Queremos aprofundar cada vez mais a cooperação entre os dois povos”, garantiu. (OPAIS)

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