Lunda Sul: Difamu encoraja vítimas de violência a quebrarem o silêncio

Director da Família e Promoção da Mulher, Natália Iculo (Foto: HÉLDER DIAS)

As vitimas de violência doméstica, abuso sexual, entre outras, foram hoje, segunda-feira, em Saurimo, encorajadas a quebrarem o silêncio, denunciando os autores as autoridades competentes, para que possam ser responsabilizados.

Este apelo foi feito pela directora provincial da Família e Promoção da Mulher (Difamu), Natália Iculo, quando discursava na cerimónia de abertura da campanha dos 16 Dias de activismo contra violência do género, que visa promover acções pelo fim da violência contra as mulheres em todo mundo.

A responsável esclareceu que a actividade tem como o objectivo despertar a sociedade sobre a importância da moralização e consciencialização das famílias na luta contra a violência, protecção dos direitos humanos e liberdades fundamentais, desta franja da sociedade.

Disse que partilhar e desenvolver estratégias novas e efectiva para o combate a violência contra a mulher, consta dos objectivos da referida campanha que decorrerá até o dia 7 do mês corrente ao nível da província da Lunda Sul.

Acrescentou que a realização de uma conferência provincial sobre a mulher e a violência, seguida de actividade sóciocultural, palestras e debates radiofónico, em que serão abordados temas como os direitos da mulher, a violação sexual contra os menores, gravidez/casamento precoce e VIH/sida.

Este ano, a campanha coloca ênfase especial na necessidade de financiamento sustentável para os esforços para acabar com a violência contra mulheres e meninas, para a concretização da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Uma das principais dificuldades na prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas ao redor do mundo está marcada pela insuficiência de fundos, o que determina que os recursos para essas iniciativas são extremamente escassos.

Não são estruturas muito promissores, como os objectivos de Desenvolvimento Sustentável, que incluem o objectivo específico de acabar com a violência contra mulheres e meninas, mas, no entanto, eles exigem suficiente financiamento para produzir mudanças tangíveis e significativos na vida de mulheres e meninas. (Angop)

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