Jonalistas ganeses fazem petição em tribunal contra comissão eleitoral

Campanha eleitoral no Gana (Afp)

A Associação Internacional de Standards Jornalísticos fez uma petição ao tribunal dos direitos humanos para evitar que a comissão eleitoral do Gana cobre dinheiro pela acreditação de jornalistas que querem cobrir as eleições presidenciais, parlamentares e locais a realizar-se a 7 de Dezembro.

O líder do grupo de jornalistas, Nana Oppong, diz que a comissão eleitoral está a violar a constituição ao impor uma taxa, que ele considera que viola também os direitos fundamentais dos profissionais de media que querem cobrir as eleições.

A comissão eleitoral planeia cobrar a cada jornalista 2,50 cedis ganês para cobrir as eleições.

Charlotte Osei, a presidente do conselho da comissão eleitoral diz que o organismo não tem dinheiro para imprimir as acreditações para todos os jornalistas.

Osei explicou que no orçamento do ministério das Finanças não há dinheiro suficiente para que a comissão eleitoral suporte todos os custos e pediu ao jornalistas que sejam bons parceiros e colaborem, para que possam fazer o seu trabalho de forma livre e que se garanta a diferença entre um eleitor e um jornalista, nas assembleias de voto.

Mas numa entrevista à Voz da América, Nana Oppong diz que a associação de que é líder recorreu ao tribunal porque a comissão negou-se a reunir com o grupo e ouvir as suas preocupações.

Nas palavras de Oppong muitos jornalistas não podem pagar pelas suas acreditações porque recebem algo como 38 dólares por mês, pelo que eles gostariam que a comissão eleitoral revisse essa decisão.

Por outro lado, críticos e sociedade civil dizem que a comissão eleitoral tem o poder de cobrar essas taxas por ser a única instituição mandatada pela constituição para organizar as eleições, acrescentando que os jornalistas podem pedir aos seus empregadores que paguem pelas suas acreditações.

O líder da associação dos jornalistas discorda, dizendo que se trata de violação da constituição. (Voa)

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