Investimento no sector de energia dinamiza crescimento do PIB em 2017

Ministro das Finanças, Archer Mangueira (Foto: Rosário dos Santos/Arquivo)

Os sectores da energia e águas, com 42,2%, agricultores com 7,3% e indústria transformadora com 4,2 serão os principais impulsionadores do crescimento económico do país em 2017, com base nas projecções da proposta de Orçamento Geral do Estado para o ano fiscal de 2017, que hoje está em discussão pelos deputados da Assembleia Nacional.

Além destes sectores, que vão permitir que a economia angolana cresça mais (2,1%) em relação a 2016, cuja taxa se situou em 1,1 porcento, destaque também para as pescas e a construção que crescerão 2,3 porcento.

Segundo o ministro das Finanças, Archer Mangueira, que fazia a apresentação da referida proposta, dada a conjuntura macroeconómica do país, vai crescer 2,1%, um pouco acima do crescimento de 2016 (1,1), sendo 1,8 do sector petrolífero e 2,3 do não petrolífero.

O OGE2017, segundo o ministro, foi elaborado tendo como projecções e indicadores de uma produção petrolífera de 662,2 milhões de barris, o que corresponde a uma média de 1,8 milhões de barris/dia.

O OGE prevê um défice fiscal de 5,8 porcento do PIB, que será coberto com base ao financiamento interno e externo, e uma inflação anual esperada não superior a 15,8 porcento.

Orçamento comporta receitas e despesas na ordem de 7,3 trilhões de kwanzas.

As despesas com o sector social e económico 56,6 porcento do total das despesas, as restantes despesas perfazem 43,4%, da despesa total.

Em termos de distribuição funcional e territorial, a despesa do OGE 2017 está concentrada nas províncias de Luanda, Cuanza Norte, Cabinda, Huambo, Bié e Benguela.

O ministro pontualizou que os últimos dois anos foram bastantes restritivos para economia angolana, tendo o PIB sido afectado directamente pela queda do preço do petróleo no mercado internacional.

Disse que a trajectória da depreciação da taxa de câmbio e a retoma da taxa de inflação reforçaram a desaceleração da economia.

Esclareceu que um conjunto de políticas restritivas combinadas com o objectivo de eliminar a sua aceleração e posteriormente torná-la negativa tem sido adoptada. (Angop)

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