Humanidade perde um dos líderes mais audazes com morte de Fidel Castro

Vice-presidente da República de Angola, Manuel Vicente, rende homenagem a Fidel de Castro (Foto: Francisco Miúdo)

O vice-presidente da República, Manuel Vicente, declarou hoje que com a morte do líder da revolução cubana, Fidel Castro, Angola perde “um grande irmão e amigo e a humanidade perde um dos líderes mais audazes”.

A opinião do vice-presidente da República está expressa no livro de condolências, aberto nesta segunda-feira, e que permanecerá até ao dia quatro de Dezembro, na residência oficial de Cuba, em memória ao líder da revolução cubana, falecido aos 90 anos, em Havana (Cuba), por doença, na sexta-feira.

Para Manuel Vicente, “a memória de Fidel será sempre lembrada em Angola, que nunca esquecerá que foi sua iniciativa ajudar o povo angolano a proclamar a independência nacional e a defesa da sua soberania nacional.

Desejou ao povo cubano que retempere forças para continuar a revolução, sublinhando que os amigos são para os bons e maus momentos e que os bons exemplos são para ser seguidos.

A embaixadora cubana, Gisela Garcia, agradeceu as mensagens de solidariedade e considera uma demonstração dos laços inquebrantáveis da amizade que é indestrutível.

Considera uma honra que delegações oficiais de alto nível, compostas por membros do governo angolano e do partido no poder (MPLA) e dirigentes e militares históricos viajem para Cuba para testemunhar as exéquias de Fidel Castro, pelos vínculos históricos entre os dois povos.

O ministro da Educação, Pinda Simão, afirmou que o mundo reconhece a obra de Fidel, pela dimensão e sua dimensão, e Angola, particularmente, na contribuição na formação de quadros nacionais.

Referiu que o país ainda tem um número considerável de professores cubanos no ensino profissional, depois de lembrar que o ensino secundário na década de 80 era assegurada por docentes vindos de cuba.

A secretária de Estado para a cooperação, Ângela Bragança, disse que Fidel é uma grande figura na arena internacional, pelas suas fortes convicções, pela forma como liderou a revolução cubana e pelo grande desafio que teve em enfrentar um inimigo tão poderoso como os Estados Unidos da América, “que até hoje teimam em manter um bloqueio vil, infame contra o povo sofredor e trabalhador de Cuba, a quem tentam negar o direito para cooperar e partilhar os seus avanços económicos com outros estados”.

Ângela Bragança realçou que os povos de Angola e de Cuba vão continuar juntos pelo reforço da cooperação e desenvolvimento dos dois países.

O antigo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Francisco Pereira Furtado, considerou Fidel Castro ícone do século XX, cuja figura e dimensão são reconhecidas e recordadas no mundo inteiro. (Angop)

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