Hoje é o Dia Mundial em Memória às Vítimas da Estrada

Viatura acidentada numa das estradas do país (Foto: Kynda Kyungo)

Comemora-se anualmente no terceiro domingo do mês de Novembro o Dia Mundial em Memória às Vítimas da Estrada, adoptado pela ONU, para evocar todos aqueles que perderam a vida em acidentes de viação.

Em Outubro de 2005, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução conclamando todos os países para que estabelecessem o terceiro domingo do mês de Novembro de cada ano como o dia dedicado à Memória das Vítimas da Estrada.

A efeméride foi especialmente concebida para garantir que haja mobilização de toda a população mundial contra essa “violência previsível”, para confortar os milhões de parentes e amigos das vítimas que sofrem e sofrerão para sempre as consequências.

A violência no Trânsito mata todos os anos quase um milhão e 300 mil pessoas. Fere e incapacita mais de 50 milhões e é a causa principal de mortes de jovens na faixa etária dos 15 aos 24 anos.

Actualmente, a data é já comemorada um pouco por todo o mundo e o número de países onde é celebrado tem vindo a aumentar a cada ano.

Pretende-se que este dia seja adoptado pelos governos dos vários países como comemoração oficial, em sinal do seu empenho na redução da sinistralidade rodoviária.

Nas estradas de Angola, pelo menos mil e duzentas pessoas morreram em consequência de cinco mil acidentes rodoviários ocorridos no primeiro semestre deste ano.

Os sinistros provocaram ainda cerca de cinco mil feridos a nível nacional. Em termos de tipicidade de acidentes, destacam-se os atropelamentos, que continuam a registar índices elevados.

A província de Luanda registou o maior número de acidentes rodoviários, seguida da Huíla e de Benguela.

O acto central será comemorado com uma marcha e deposição de uma coroa de flores no eixo da via entre o Largo das Heroínas e do Soweto, no distrito urbano do Rangel, em Luanda.

O porta-voz da Direcção Nacional de Viação e Trânsito, intendente chefe Angelino Sarrote, disse à Angop que no decorrer da marcha, quando marcar 12 horas, vai ser feito um minuto de silêncio, com a paralisação do trânsito automóvel, se possível, em todas as estradas do país.

“Uma chamada de atenção para os cidadãos que sofreram acidentes de viação e tem qualquer lesão ou deficiência, que apareçam para fazer depoimentos no sentido de falar da sua experiência, como vítima da sinistralidade rodoviária, porque quem sobreviveu conhece o trauma provocado, “ sublinhou. (Angop)

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