Guiné-Bissau: luz ao fundo do túnel ?

Cipriano Cassamá, presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (Facebook de Cipriano Cassamá)

O primeiro-ministro Umaro Sissoko Embaló e o presidente do parlamento guineense Cipriano Cassamá mostraram-se optimistas após encontro conjunto com o Presidente senegalês Macky Sall.

O primeiro-ministro Umaro Sissoko Embaló e o presidente do parlamento guineense Cipriano Cassamá foram recebidos pelo Presidente senegalês Macky Sall, porta-voz da Guiné-Bissau perante a comunidade internacional, designado pela CEDEAO, numa visita de 24 horas a Dakar.

Ambos se mostraram optimistas quanto à resolução da crise político-institucional que assola o país há 15 meses e à formação de um governo inclusivo como previsto no Acordo de Conacri.

Só que em Conacri também parecia haver consenso entre as partes desavindas, e chegados a Bissau começaram as desavenças quanto ao nome do novo primeiro-ministro.

O Presidente José Mário Vaz nomeou por decreto e deu posse na passada sexta-feira (18/11) ao general na reserva Umaro Sissoko Embaló, mas o PAIGC partido vencedor das eleições gerais de 2014 rejeita este nome e acusa o Presidente de violar o Acordo de Conacri.

Em todo o caso hoje em Dakar, o primeiro-ministro Umaro Sissoko afirmou “pensar poder apresentar o seu governo no final da próxima semana…e garantiu que as instituições vão trabalhar de mãos dadas Presidente, presidente da Assembleia e primeiro-ministro”.

Já o presidente do parlamento guineense Cipriano Cassamá também se mostrou optimista e “convidou os líderes partidários a ultrapassarem os seus egos e pensarem na Guiné-Bissau…que já sofreu bastante”.

Cipriano Cassamá apresentou o seu calendário “no quadro do regimento na terça-feira haverá uma reunião da mesa [do parlamento], na quinta-feira haverá a conferência de líderes, na sexta-feira teremos uma reunião da comissão permanente e no dia 30 ou 31 iremos à sessão [plenária]… o que é estatutário”. (Rfi)

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