Fusão do Millennium e Atlântico: Nós não temos culpa!

Janísio C. Salomão (Janísio C. Salomão)

Não estudei em Harvard muito menos Cambridge para depreender quando os serviços de um ou outro Banco está a ser mal prestado.

Quando as Administrações dos Bancos Millennium e Atlântico vieram a público anunciar a fusão dos dois bancos que fazem parte dos 10 maiores Bancos de Angola, fiquei um pouco tranquilo, embora com algumas reticências pois pensava e, pelo que aprendemos na academia concretamente na cadeira de fusões e aquisições, as fusões tem como objectivo “juntar sinergias para melhorar a qualidade do serviço” trocar know – how, aumentar a quota de mercado e sobretudo aumentar a rentabilidade das Empresas.

Mais como é norma em muitas organizações do País, a qualidade dos serviços é um dos últimos objectivos, em primeiro lugar está a lucratividade.

Desde a fusão dos dois Bancos, cada dia que passa vamos assistindo uma degradação acentuada da qualidade de serviço, como nunca sequer imaginei.
A comunicação que era um dos pontos positivos tornou –se um dos grandes problemas e pontos fracos, também não é de admirar são poucas as instituições do país que sabem comunicar e comunicar bem.

O Direito à informação é um direito constitucional plasmado no seu artigo 78.o e, variadíssimas vezes violado pelos os bancos angolanos fazem a torta e à direita e não sofrem nenhuma penalização.

Os clientes ou consumidores dos serviços bancários não são culpados de qualquer constrangimento que ocorra durante o processo de imigração, junção de uma plataforma informática para outra, não temos nada a ver com isto!

Somos obrigados a permanecer longas horas para ser atendido;
No intervalo de almoço dos caixas, muitas das vezes pelo menos já presenciei, a invenção da velha máxima o “sinal de internet caiu!”.
Retiram os cartões visas e, dizem que a reposição será paulatina, bilingues conforme diz o velho adágio popular!

Pelo que saiba, para qualquer projecto até mesmo numa de fusão, se deve ter em contar com os constrangimentos que possam ocorrer e, rapidamente deve ser encontrado soluções com vista mitigar – los num curto espaço de tempo.

Se por algum motivo durante o projecto surgirem situações que criam transtornos aos clientes, eles devem ser prontamente e pontualmente informados, este deve ser o curso normal e não um processo inverso.

Pelo andar da carruagem chego a conclusão e apelo aos demais bancos que pensarem em fazerem fusões até porque o mercado assim irá obrigar, tal deve ser feito com muita cautela e deve se ter em conta os constrangimentos, se a materialização tende a causar constrangimentos enormes, terá de se analisado a altura certa para a sua efectivação.

Contudo pensem em fusões mais nós (clientes) não temos culpa e não devemos pagar por isto!

É uma das formas que encontrei para exercer o meu dever como cidadão, sendo um que constitucionalmente me cabe (CRA artigo 40.o).

por Janísio C. Salomão

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA