Executivo busca soluções para facilitar comércio internacional

Ministro do Comércio, Fiel Domingos Constantino , discursa no Fórum da comunidade de empresas exportadoras e internacionalizadas de Angola (Foto: Pedro Parente)

O ministro do comércio Fiel Domingos Constantino, disse hoje, quinta-feira, em Luanda, que no que respeita às exportações o Executivo angolano está a criar mecanismos de apoio institucional e busca soluções para a superação das barreiras técnicas, tendo em vista a facilitação do comércio internacional.

Fiel Domingos fez esta afirmação na abertura do segundo fórum “Internacionalizar é crescer”, organizado pela Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola (CEEIA), no âmbito do seu terceiro aniversário.

Segundo o governante, o momento actual requer que o país tenha empresas com capacidade produtiva, know-how, sensibilidade adquiridas, e de forma inovadora se ampliem as oportunidades, as vantagens e as vontades de internacionalizar e exportar serviços e produtos.

Acrescentou que desta forma se poderá posicionar Angola na frente das fileiras internacionais, sendo a Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola, uma das responsáveis nesse processo.

Referiu que face ao actual percurso da economia, o Executivo aprovou a estratégia para saída da crise consubstanciada no aumento da produção interna e das exportações, criando empregos e reduzindo a fome e a pobreza.

Fiel Domingos Constantino afirmou que dados do Instituto Nacional de Estatística referente ao I trimestre de 2016 indicam para uma diminuição do valor total das exportações em cerca de 1,3 porcento.

No mesmo período, as importações registaram uma diminuição de 34,7 por cento, onde os principais mercados para as exportações dos produtos nacionais durante o período em referência foram a China com 49,6 porcento, Índia com 7,5 porcento, Estados Unidos com 5,7 porcento, Portugal com 4,4 porcento e África do Sul com 4,3 porcento.

Em relação às importações, os principais parceiros neste período foram China com 15,4 porcento, Portugal com 14,4 porcento, Estados Unidos com 9,4 porcento, Brasil com 5 porcento, África do Sul e Singapura com 4,2 porcento cada.

Por seu turno, o vice-governador de Luanda, José Cerqueira, ao dar as boas vindas aos participantes disse que o evento é uma feliz iniciativa que visa promover a internacionalização da economia do país, numa altura em que se aposta na diversificação económica.

O segundo fórum da CEEIA tem como foco principal os desafios, oportunidades e perspectivas que a diversificação da economia angolana e a dinâmica da globalização oferecem como espaço de participação e intervenção para os empresários nacionais.

Criada em 2013 a CEEIA apoia empresas nacionais exportadoras e internacionalizadas, fomentar um maior nível de negócio para a economia nacional, alavancando-as a um nível internacional, bem como auxiliando com práticas, políticas e troca de conhecimento e cooperação com congéneres estrangeiras. (Angop)

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