Embaixador de Angola em São Tomé advoga manutenção da Paz

Alfredo Eduardo Mingas - Embaixador de Angola em São Tomé e Príncipe (Foto: Miudo)

O embaixador de Angola acreditado na Republica Democrática de São Tomé e Príncipe, Alfredo Mingas, advogou, sexta-feira, a manutenção do clima de paz, de estabilidade, confiança e união entre os angolanos como chave para ultrapassar a actual crise financeira que afecta o país, e o mundo, por força da redução do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

De acordo com o diplomata, que discursava em cerimónia oficial de celebração do 41º aniversário de independência nacional, ao qual marcaram presença vários dirigentes santomenses, entre eles, o presidente da Assembleia Nacional local, José Diogo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Urbino Botelho, “a queda brusca do preço do petróleo é um factor que coloca enormes desafios ao desenvolvimento de Angola’’.

Segundo o diplomata, trata-se de ‘’uma tarefa árdua, mas exequível, a de inverter o actual quadro e superar as dificuldades que se impõem na actualidade.

“Mas é preciso, portanto, que todos os angolanos de Cabinda ao Cunene estejam comprometidos com a paz, a estabilidade e o desenvolvimento, mantendo-se confiantes no futuro, partindo do princípio de que as crises são passageiras e geradoras de progresso, criatividade e descobertas’’, referiu.

Não obstante tais constrangimentos, o diplomata angolano pontuou êxitos alcançados nos últimos anos em diversas áreas sociais, especialmente no sector da saúde, “graças ao clima de paz, tolerância e respeito na diferença’’.

‘’O clima de paz, tolerância, respeito na diferença, tem permitido conquistas assinaláveis no nosso país, nos mais diversos domínios da vida nacional, com destaque para o sector da saúde, onde realçamos progressos na saúde materno infantil e na luta contra a malária, VIH/SIDA e outras endemias. Por outro lado, na educação verifica-se melhorias ao acesso escolar e combate à pobreza, ’’ le-se no discurso do diplomata de Angola em São Tomé e Príncipe.

Além da vontade inequívoca das autoridades angolanas, reafirma o embaixador angolano, é propósito das autoridades de Luanda concretizar apostas na agenda da ONU sobre ‘’os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável que todos os países devem implementar no Mundo até 2030’’, defendeu Alfredo Mingas.

O embaixador, que no seu discurso fez a retrospectiva dos últimos 40 anos de independência do país, ao qual referiu-se às peripécias das guerras de libertação, assim como de invasão mercenária, afirmou que ‘’a celebração dos 41 anos da Independência Nacional alicerça-se na união de todos os angolanos, dos mais diversos quadrantes como condição ‘’sine qua non’’ para a edificação de um Estado Democrático e de Direito forte, moderno, coordenador e regulador da vida económica e social’’.

Numa intervenção de pouco mais de dez minutos, Alfredo Mingas destacou, igualmente, o papel que Angola tem jogado na região de grandes lagos visando a busca da paz e harmonia entre os povos, tendo, neste particular, realçado a intervenção pessoal do chefe de Estado de Angola, José Eduardo dos Santos.

‘’No contexto regional, é conhecido o esforço do governo de Angola liderado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, o seu empenhamento na promoção da Paz e da Segurança, o que tem conduzido a um reconhecimento ao nível internacional do seu papel como um parceiro estratégico para a construção da estabilidade em África com base em princípios internacionalmente aceites à luz do Direito Internacional, da sua experiencia e influência na resolução de conflitos, que hoje tem revelado de 0grande importância a contribuição de Angola’’. (Angop)

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