Eficiência dos bancos determina sucesso do empresariado nacional

Presidente da Câmara de Comércio Angola-China (CAC), Manuel Arnaldo Sousa Calado (Foto: Pedro Parente)

O sucesso do empresariado nacional deve contar com a eficiência do funcionamento dos bancos comerciais, sistema financeiro angolano e do investimento estrangeiro para garantir o crescimento económico e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

A afirmação foi feita esta terça-feira pelo presidente da Câmara de Comércio Angola-China (CAC), Manuel Arnaldo Sousa Calado, tendo acrescentado que a boa organização do empresariado nacional permitirá igualmente defender-se das cíclicas e inesperadas crises económicas e financeiras que o mundo enfrenta.

Ao discursar na abertura do Fórum de Investimento Angola/China, que decorre desde segunda-feira, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, o responsável referiu que o investimento do empresariado chinês em Angola só será eficaz se encontrar igual correspondência no empresariado nacional e nas instituições congéneres angolanas.

Garantiu que CAC reúne, em poucos meses da sua existência, mais de 625 associados em todas as províncias do país, entre empresários nacionais e chineses.

Segundo Manuel Calado, esses investidores angolanos e chineses depositaram 483 projectos subdivididos nos sectores da agricultura, pescas, construção civil, comércio e indústria, hotelaria e turismo, energia e mineração, respectivamente.

Avançou que CAC surge como uma ideia nova que confere ao empresariado nacional melhores condições para o alcance dos objectivos que levam ao desenvolvimento da economia do país e do enriquecimento do empresariado angolano.

Com realização do Fórum de Investimento Angola/China, sob o lema “Uma oportunidade para a aceleração da diversificação da economia”, Angola torna-se o primeiro país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que está a materializar o espírito das parcerias privadas que o governo chinês propôs ao continente africano, fazendo com que os angolanos e chineses intensifiquem a cooperação em matérias de investimento privado e consolidem a concretização dos projectos existentes.

Trata-se de um dos maiores eventos que a os investidores chineses participam em Angola, numa iniciativa da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP) da Casa Civil do Presidente da República de Angola.

Participam deste encontro mais de 400 empresários chineses e 500 investidores nacionais, que durante dois dias vão reflectir essencialmente na concretização e aceleração dos projectos existentes no país, bem como na assinatura de novos contratos de investimento em Angola. (Angop)

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