Desenvolvimento do Pólo de Cabo Ledo analisado pelo Secretário de Estado

Nhanga da Assunção, secretário de Estado do Urbanismo (à dir.), na visita de trabalho no município da Quissama (Foto: Cortésia de Osvaldo Abreu)

O secretário de Estado do Urbanismo, Nhanga Kalunga de Assunção, deslocou-se na sexta-feira ao Pólo Turístico de Cabo Ledo, em Luanda, onde constatou o seu processo de implementação, a interacção com os órgãos do Estado e com a população.

No recinto, Nhanga de Assunção, que se fez acompanhar de directores nacionais dos ministérios do Urbanismo e Habitação, do Ambiente, da Hotelaria e Turismo e representantes do Governo Provincial de Luanda, recebeu explicações detalhadas sobre o pólo que, entre outras, visa criar condições para maior investimento no turismo, na zona do Cabo Ledo.

O secretário de Estado representou, nesta deslocação, a ministra do Urbanismo e Habitação, Branca do Espírito Santo.

No final do encontro, o director-geral do Pólo Turístico do Cabo Ledo, Lucrécio da Silva Mangueira Junior, explicou que uma das competências deste órgão é o ordenamento do território, de modo a fazer-se um desenvolvimento sustentável.

Precisou que em termos de projectos, toda a planificação já foi elaborada, devendo, por isso, passar-se para a segunda fase, que consiste na execução das primeiras infra-estruturas para o perímetro.

“A planificação consiste no Plano Director, que está elaborado e na fase final de aprovação, na qual pode ser já iniciada a implementação”, frisou o director-geral, para quem o referido plano contempla os equipamentos necessários para um pólo turístico, a perspectiva de geração de emprego, de necessidades de infra-estruturas para o desenvolvimento sustentável e a protecção da orla face a questão ambiental.

Lucrécio da Silva informou que o pólo trabalha de forma a incluir a população no projecto, porquanto “só a população é quem tem que beneficiar e fazer com que o pólo acontece, pelo que sem ela, nada se materializa”.

Quanto a cooperação com a Administração Comunal do Cabo Ledo, disse que as duas instituições respeitam-se e trabalham em coordenação, porque o pólo, apesar de ser uma instituição do Estado, não vem para substituir a administração.

“(O pólo) tem de coabitar com a administração do Estado e respeitar todas as regras da administração”, concluiu o director-geral.

Na ocasião, Ana Maria Cordeiro Alves, administradora comunal do Cabo Ledo, considerou a visita do secretário de Estado uma mais-valia para a circunscrição, porquanto constatou o andamento em termos de infra-estruturas.

De forma aberta, acrescentou a responsável, falamos das dificuldades locais, pelo que poderemos traçar estratégias, em função de algumas recomendações deixadas pelo secretário de Estado.

Para si, a energia eléctrica e a água potável são as grandes preocupações da comuna, que está a ser alimentada, nesta fase, por dois geradores, enquanto o Governo cria soluções definitivas para o fornecimento destes dois bens.

No município da Quissama, Nhanga de Assunção inteirou-se da harmonização das reservas fundiárias, no quadro do Programa Habitacional em curso no país, inspeccionou os trabalhos de infra-estruturas integradas de expansão da vila da Muxima e constatou os limites do Polo de Desenvolvimento Turístico.

Fez-se acompanhar também dos directores dos institutos tutelados pelo Ministério do Urbanismo e Habitação. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA