Cuanza Norte: Responsável pede colaboração para combater a caça furtiva

Caça furtiva: Um perigo para o equilíbrio ecológico (Foto: Custódia Sinela)

A Administradora Municipal do Golungo Alto(Cuanza Norte) Teresa António Francisco da Costa, instou os efectivos das FAA na região de Beira-Alta, comuna da Cerca, a combater a caça furtiva e o abate indiscriminado da flora.

A responsável fez o apelo, sexta-feira, durante uma visita de cortesia à unidade militar, tendo na altura realçado que a caça furtiva, o abate indiscriminado de árvores para o fabrico de carvão e exploração de madeira, assim como as queimadas têm contribuído para a desertificação, a extinção da fauna e o desequilíbrio ecológico.

“Os caçadores não têm cumprido com as normas quanto ao período estabelecido para a caça, abatendo até animais em fase de procriação”, reclamou durante o encontro com o corpo de comando daquela instância das Forças Armadas Angolanas.

O habitat dos animais selvagens é a floresta, observou Teresa da Costa, adiantando que com a desertificação estes estão, em alguns casos, a aproximar-se cada vez mais das zonas habitacionais, principlamente elefantes, cuja presença aterroriza a população.

Aconselhou, igualmente, os efectivos daquele estabelecimento castrense a empenharem-se na actividade agrícola com vista o fortalecimento da dieta alimentar, numa altura em que o país está mobilizado para o combate à fome e à pobreza e para a diversificação da economia.

Na ocasião, o responsável para a Área Técnica e Infantaria da Servidão Militar, major Dumbo José Machado, regozijou-se com a visita, considerando que a mesma ocorre num momento especial, traduzido pelo envolvimento dos cidadãos maiores de 18 anos no processo de registo eleitoral, o que lhes permitirá exercer o direito de voto, nas eleições gerais de 2017.

Disse que a instituição acatará os conselhos da administradora municipal do Golungo Alto, fazendo saber que a tropa, naquele estabelecimento militar, encontra-se engajada na preparação combativa, na desminagem das vias, assistência médica e medicamentosa às comunidades circunvizinhas, e no combate às calamidades naturais, entre outras tarefas.

A visita enquadrou-se nas comemorações dos 41 anos da proclamação da independência nacional, a assinalarem-se a 11 de Novembro corrente. (Angop)

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