Cuanza Norte: População da Banga clama por investimentos no sector farmacêutico

Farmácias precisam-se na Banga (Foto: Aspirante)

A população do município da Banga, província do Cuanza Norte, clama por investimentos no sector farmacêutico na região, para facilitar à aquisição de medicamentos sem sobressaltos.

Numa ronda efetuada quinta-feira pela Angop, os munícipes manifestaram-se inquietantes com a inexistência de farmácias na localidade, dado que dependem da única instalada no hospital Municipal, que tem-se revelado insuficiente para atender as necessidades medicamentosas da população.

O munícipe Matias Gunga Matias, disse que a existência de mais unidades farmacêuticas afigura-se importante, porque ajudaria a população na aquisição de certos medicamentos recomendados pelos médicos e que por vezes não está disponível na farmácia do hospital.

“A ausência de farmácias privadas tem sido muito constrangedor na aquisição de fármacos, uma vez que o país atravessa uma situação económica complicada e as farmácias dos hospitais públicos nem sempre estão apetrechadas de medicamentos”, frisou.

O munícipe Atanásio Domingos, referiu que quando o hospital não possui os medicamentos indicados para certas doenças a solução é percorrer cerca de 50 quilómetros, ao município vizinho do Samba Caju, ou então a Ndalatando, sede da província (mais de 150 km), para a compra dos fármacos.

Por sua vez, Fonseca Filipe João, reconhece que uma das causas que tem condicionado o investimento neste sector tem sido o estado de degradação das vias e, que a solução deste problema passa pela reabilitação da estrada facilitando assim a circulação de viaturas.

A preocupação foi manifestada igualmente, por um dos responsáveis da direcção local da saúde, Lino Francisco de Menezes, afirmando haver escassez de abastecimento regular de medicamentos para a população.

Apelou aos cidadãos capazes, a investirem nesta área de modo a facilitar a população na aquisição de medicamentos.

O município da Banga dista a 154 quilómetro de Ndalatando, a sede da província do Cuanza Norte e conta com uma população estimada em 10 mil 354 cidadãos, maioritariamente camponesa, divididas em quatro comunas, incluindo a sede municipal. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA