Cimeira/CPLP: Declaração de Brasília aprofunda concertação político-diplomática

Brasil/Cumbre de la CPLP: Palacio de Itamarati (Foto: Cortésia de Mota Ambrósio)

A XI Conferência dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) terminou nesta terça-feira, com a aprovação, entre outros documentos, da Declaração de Brasília, instrumento que “renova a determinação em prosseguir e aprofundar a concertação político-diplomática, a cooperação em todas as áreas e a promoção e difusão do Português no mundo, para se fortalecer esta organização”.

O documento, subscrito pelos líderes da CPLP, reafirma também o interesse dos Estados-membros em estimular o crescimento dos fluxos comerciais e de investimento entre os integrantes deste grupo de países, integrado por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Portugal.

Condena, de forma geral, “qualquer tentativa de propagação de conflitos que tendem a impedir a paz, a segurança e o progresso social.

A propósito de conflitos, o novo Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reconheceu segunda-feira, em Brasília, que a comunidade internacional perdeu grande parte das suas capacidades em matéria de prevenção e resolução de diferendos.

Antonio Guterrez , que participou nesta cúpula na qualidade de Convidado Especial, demonstrou preocupação com a República Democrática do Congo, que regista um “conflito localizado, mas com uma repercussão regional indiscutível “, numa altura em que um grupo significativo de guerras começa a estar interligada.

“Se olharmos para a Nigéria, Mali, Líbia e depois a questão israelo-palestina, para a Síria, Iraque, Afeganistão, entre outros”, salientou Guterrez, “verificamos que todos estes conflitos aumentam em complexidade e cada vez mais interligados, constituem uma ameaça global do terrorismo que hoje se faz sentir em relação a toda a humanidade”.

Foi aplaudido, enquanto discursava na cerimónia de abertura da Conferência, quando solicitou aos países-membros da CPLP a contarem com ele, enquanto futuro Secretário-geral das ONU. (Angop)

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