Chuvas denunciam má qualidade das obras

(Foto: D.R.)

Depois de terem caído as primeiras trombas de água, as ruas de Luanda ficaram de novo ao Deus dará, com os buracos a abrirem-se em dimensões superiores, tipo pastilha elástica que se dissolve com o calor.

Quer dizer que as obras da empresa chinesa contratada pelo GPL e a EPAL estão a dar para o torto outra vez. Poucos são os buracos que aguentaram as enxurradas e quase que nada valeu estarem a obstruir a passagem aos sacrificados automobilistas nas horas normais de trabalho.

No Bairro Nelito Soares está um bom exemplo da carapuça que nos serviu, com esta idéia da nova canalização de água. As chuvas que se abateram há dias pela capital deixaram marcas do mau serviço prestado, com o asfalto a encolher, por falta de compactação dos solos e da brita que foi retirada e não reposta, deixando as ruas marcadas pela má qualidade do serviço.

Onde estão os fiscais para obrigarem os nossos “cooperas” chinocas a reforçarem as valas com a pedra e brita que davam cobertura e protecção à tubagem de água, debaixo do asfalto? Para onde foram estes inertes? Nós respondemos: para o bolso de alguém que os vai utilizar noutro negócio mais chorudo.

As obras em tempo de crise são agora pagas também com o dinheiro dos contribuintes, que exigem melhor serviço e qualidade duradoura. (Portal de Angola)

 

 

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