Braço de ferro no Mercado do Artesanato

(O Pais)

Os artesãos recusam transferir-se para o novo Centro de Artes construído há dois anos e queixam-se de intimidações feitas por indivíduos que se apresentam em nome de supostas “ordens superiores”. A directora da cultura de Belas, Leonor da Costa, diz que medidas serão tomadas a todos que se insurgirem contra a decisão.

A transferência definitiva dos artesãos do Mercado do Benfica para o novo Centro de Artesanato situado no Museu da Escravatura parece não ter um fim a vista com um braço de ferro a dividir as autoridades do município de Belas e os feirantes que pela segunda vez se recusam a abandonar o espaço.

No último Domingo, 13, cerca de 15 agentes da Polícia Nacional acompanhados por um oficial da fiscalização dirigiram-se ao local dando ultimato para os artesãos o abandonarem até Terça-feira (hoje), o que criou uma onda de protestos entre os comerciantes que de imediato deslocaram uma comissão para a Administração de Belas a fim de apurar a veracidade dos factos mesmo não se tratando de um dia laboral.

Os artesãos dizem estar dispostos a ir até às últimas consequências para se manterem no mercado e afirmam que não existe documento algum que autorize a evacuação dos vendedores para o novo espaço. Os interlocutores de O PAÍS falam em alegadas perseguições de pessoas singulares interessadas no aproveitamento do terreno. (O Pais)

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