Boavista-Sporting, 0-1

(Mais Futebol)

A FIGURA: Bas Dost não avisa duas vezes

Ameaçou aos 8 minutos com um remate ao poste, após cruzamento de Buno César, mas não perdoou quando voltou a ter oportunidade. Aproveitou da melhor forma um cruzamento teleguiado de Gelson para, com um cabeceamento colocado, adiantar o Sporting no marcador. Mas desengane-se quem olhar para o marcador e pensar que o avançado holandês foi o melhor em campo apenas pelo golo. Ainda que esse seja o ponto de maior destaque na exibição do camisola 28 leonino, uma vez que permitiu ao Sporting conquistar os três pontos, Bas Dost esteve particularmente bem noutros capítulos. Inteligente a baixar para procurar jogo, forte a segurar a bola e rápido a distribuir, o avançado holandês foi preponderante no jogo entre-linhas do Sporting nas transições ofensivas. O golo foi a recompensa justa pelo trabalho que realizou ao longo dos 90 minutos.

O MOMENTO

Minuto 25. Cruzamento perfeito de Gelson descobre Bas Dost, que, sozinho no centro da área, desviou para o fundo das redes da baliza de um desamparado Agayev. Uma jogada em forma de tutorial de como deve funcionar a relação extremo/ponta-de-lança. Simples, como o futebol deve ser.

OUTROS DESTAQUES

Bruno César
PUB

Havia a dúvida, antes da partida, de quem atuaria pela esquerda do ataque do Sporting: se Bryan Ruiz, se Bruno César. Jorge Jesus optou pelo brasileiro e o «chuta-chuta» deu razão ao treinador. Ponderado em todas as decisões que tomou, criou desequilíbrios na defesa axadrezada sempre que colou a bola ao pé. Assistiu Bas Dost aos 8 minutos para golo, mas o avançado holandês atirou a bola ao poste. Enviou, ele próprio, uma bola à trave, à passagem do minuto 74.

Gelson Martins

De há umas semanas para cá, rasgou a camisola de «menino-prodígio» e tornou-se figura de proa do Sporting. Voltou a estar em bom plano frente ao Boavista ao assistir Bas Dost, no único golo da partida.

Renato Santos

Mais um bom jogo do extremo português do Boavista. Foi dos mais irrequietos no ataque axadrezado, não dando descanso a Zeegelaar, que acabou por ter de ficar de plantão a vigiar o 7 do Boavista. Criou perigo em alguns cruzamentos e voltou a revelar um excelente entendimento com Fábio Espinho, enquanto o médio esteve em campo – saiu aos 53 devido a lesão.

Schembri

Não foi o jogo mais feliz do avançado maltês com a camisola do Boavista, mas lutou até ao final. Demorou até conseguir dar luta aos centrais leoninos, tendo sido anulado nos primeiros minutos, mas quando finalmente encontrou o seu espaço entre Rúben Semedo e Coates, foi preponderante nas saídas boavisteiras para o ataque. Foi, ainda, responsável pela expulsão de Semedo, aos 83. (Mais Futebol)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA