BNA vende em 15 dias divisas equivalente a USD 739,3 milhões

Edifício sede do BNA (Foto: Lino Guimarães)

O Banco Nacional de Angola (BNA) informou hoje, quarta-feira, que vendeu aos bancos comerciais no país um montante total de divisas equivalente a 739,3 milhões de dólares, sendo 611,0 milhões de dólares em vendas directas e 128,3 milhões em leilão de preço.

Os dados divulgados no site do Banco Central são referentes à primeira quinzena do mês em curso e fazem referência as operações de carácter prioritário.

Numa nota de seis pontos, o BNA elucida, entre outros aspectos, sobre a disponibilização de moeda externa às instituições bancárias, seus objectivos, os níveis de controlo e supervisão, sobre a criação e o resultado do trabalho do Departamento de Inteligência e Controlo do Sistema Financeiro (DCS).

Eis o teor do documento:

1. O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu aos bancos comerciais um montante total de divisas equivalente a 739,3 milhões de dólares, sendo 611,0 milhões de dólares em vendas directas e 128,3 milhões de dólares em leilão de preço, na primeira quinzena de Novembro, cobrindo as operações de carácter prioritário.

2. A disponibilização de moeda externa às instituições bancárias, ocorre no âmbito das intervenções do BNA no mercado cambial inserindo-se entre as suas responsabilidades a de assegurar uma oferta programada e regular de divisas no mercado, de modo a estabilizar o abastecimentos de mercadorias necessárias para satisfazer as necessidades de importação das famílias e das empresas, bem como, reduzir a inflação, que de uma forma positiva, tem estado a desacelerar, fruto da excelente combinação entre a política monetária, cambial e fiscal que está a ser implementada.

3. É dentro deste espírito de rigor, que o Banco Central reforçou os níveis de controlo e supervisão, quer interna quer externa, com a criação e funcionamento, do Departamento de Inteligência e Controlo do Sistema Financeiro (DCS), que tem a responsabilidade de prevenir e combater crimes de ordem financeira, dentro do Banco Central.

4. Neste sentido, o Departamento criado, no âmbito do trabalho de coordenação com os Órgãos de Investigação Criminal, contribuiu para a detenção de uma rede de criminosos que, fazendo-se passar por Membros do Conselho de Administração, Directores e Funcionários do BNA, extorquiam valores monetários aos cidadãos e às empresas, colocando em causa a credibilidade da Instituição. Outrossim, dois funcionários do BNA foram constituídos arguidos e respondem perante a justiça.

5. O Conselho de Administração do BNA reforçou, desta forma, os níveis de controlo e de supervisão interna, estendendo-se aos Bancos Comerciais, principalmente em matéria de compliance, auditoria, controlo e prevenção contra o branqueamento de capitais e outros crimes, tarefas que têm sido elogiadas pelos parceiros internacionais, como sendo o caminho correcto para se restabelecer a confiança no sistema financeiro angolano, situação que contrasta com a intenção de, alguns círculos internos e externos, mancharem o bom nome dos trabalhadores e a credibilidade do BNA, pois, internamente se imprimiu um sistema de controlo, rigor e disciplina, próprio de um banco central.

Informa-se, igualmente, que o BNA não procede a venda de notas em numerário, efectuando somente transacções electrónicas, transferências, utilizando os correspondentes bancários nos mercados europeu e norte-americano. Importa realçar que cabe aos Bancos Comerciais a responsabilidade de importação de notas em moeda externa bem como a sua comercialização.

6. Assim, neste momento em que o BNA e os Bancos Comerciais estão empenhados na preservação da credibilidade e confiança dos cidadãos e das instituições angolanas a nível internacional, apela-se às famílias e às empresas que ajudem a denunciar os actos ilícitos nas transacções bancárias, dentro do BNA ou em qualquer Banco Comercial, contactando para o efeito, o Departamento de Inteligência e Controlo do Sistema Financeiro do BNA, a Unidade de Informação Financeira e os Serviços de Investigação Criminal, visto que nesta fase do processo de desenvolvimento do nosso país, o valor mais sublime a ser protegido é a reputação das pessoas e a credibilidade das instituições. (Angop)

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