Benguela: Produtos alimentares registam baixa de preços na Ganda

Produtos da cesta básica comercializados no mercado informal (Foto: Clemente Ndala)

Os preços dos principais produtos alimentares registam, desde Outubro, uma redução, no município da Ganda, província de Benguela, comparativamente aos praticados no início do ano em curso.

Numa ronda efectuada hoje, quarta-feira, pela Angop aos diferentes mercados do município, ficou patente que o quilograma de arroz e de açúcar custam 250 kwanzas (Akz), contra os 500 anteriores, o feijão e o óleo vegetal passaram de 750 para 600 e Akz 550 respectivamente.

Já a massa alimentar custa menos. O preço baixou de 250 kwanzas para 150. A farinha de trigo é outro produto cuja baixa é assinalável (passou de 350 para 200 kwanzas).

Nota-se ainda uma redução no preço do pão, de 50 para 25 Kwanzas. O sabão, um produto de higiene fundamental, reduziu o preço, de 750 kwanzas para 500.

No seguimento dessa baixa de preços, que resulta das medidas para ultrapassar a crise implementadas pelo Executivo angolano, os agentes comerciais grossistas estão a comercializar o saco de 25 quilogramas de arroz a seis mil e 500 kwanzas, contra os anteriores dez mil.

O impacto positivo da medida do Governo angolano se reflecte também no preço de 50 quilograma de farinha trigo que actualmente é vendido a nove mil e 300 kwanzas, contra um preço anterior de 16 mil.

Um dos produtos fundamentais para as pastelarias, o açúcar, baixou o preço ao dobro. Custa agora nove mil e 800 kwanzas. A caixa de massa passou de dois mil e 800 para dois mil e 500 kwanzas.

Em declarações hoje (quarta-feira), o responsável do Comércio, Hotelaria, Turismo e Indústria na Ganda, António Paulo Monteiro, afirmou que a actividade de inspecção realizada pelo sector tem permitido exercer um maior controlo das mercadorias.

Reconheceu a falta de meios próprios para facilitar a transportação de mercadorias pelos comerciantes a partir da fonte de aquisição e exigiu aos agentes comerciais o respeito pela lei, sob pena de se sujeitarem a multas pesadas.

Paulo Monteiro disse que com as medidas do Executivo angolano espera-se que os próximos meses serão decisivos para garantir os stocks nos estabelecimentos de venda a grosso e a retalho.

Defendeu a inclusão de alguns agentes locais ligados a panificadoras no plano da associação dos industriais, para aquisição de farinha trigo no entreposto aduaneiro.

O sector do comércio tem sob jurisdição, no município da Ganda, cerca de 200 estabelecimentos comerciais, estando 520 encerrados devido a descapitalização financeira dos seus agentes.

O circuito comercial da Ganda, inclui ainda 16 agentes de nacionalidades libanesa, mauritanianos, santomenses e outros que exercem actividades retalhista e de prestação de serviços em parceria com os angolanos. (Angop)

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