Benguela: Comunidades vulneráveis beneficiam de assistência médica e medicamentosa gratuita

(DR)

O centro médico da organização não-governamental Aldeia de Crianças SOS, em Benguela, realizou de Janeiro de 2016 a presente data cinco mil consultas gratuitas de pediatria, pré-natal e clínica geral, aos alunos internos e a comunidade dos bairros do Capiandalo, Graça, Cavaco e arredores da circunscrição.

Em declarações hoje, sexta-feira, à Angop, o director do centro, Paulino Maia, afirmou que o atendimento médico prestado é resultante de um convénio entre a organização não-governamental que dirige e a direcção provincial da Saúde, consubstanciado na cedência de profissionais do ramo e medicamentos diversos para atender diáriamente 500 pacientes.

Afirmou que, visando o crescimento saudável e desenvolvimento dos menores, cinco técnicos de enfermagem garantem o funcionamento do centro que conta com um laboratório de análises clínicas e programa de vacinação (PAV).

De acordo com o responsável, as consultas pré-natais e pediátriaca registam maior número de atendimento, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, que se cifrou em 400 pacientes assistidos, onde são avaliados as capacidades físicas, motoras, estilo de vida, progresso da aprendizagem, sociabilidades das crianças, adolescentes entre outros.

Paulino Maia considerou que, as restrições nas doações nacionais e financeiras têm afectado negativamente o cumprimento de programas e projectos concebidos, devido a crise económica e financeira que assola o país, apontado como exemplo, a aquisição de equipamentos para realizar pequenas cirurgias, procedimentos simples, como a reconstrução de partes do corpo danificados e causadas por acidentes ou doenças, casos recorrentes naquele complexo e também nas comunidades.

Acrescentou que a Aldeia SOS/Benguela que alberga em regime de internato 104 crianças, de zero aos 18 anos de idade, e 21 adolescentes, todos órfãos, tem sobrevivido graças a ajuda de pessoas singulares e empresas nacionais.

O complexo comporta 13 moradias familiares, três projectos juvenis, (moradias destinada exclusivamente aos adolescentes), um centro médico, um infantil com 120 crianças e 12 salas de aulas que leccionam aulas do ensino primário ao secundário.

Precisou que, no âmbito das parcerias com o executivo local, a luz da convenção sobre os direitos da criança, a direcção da Educação garante anualmente 30 professores e material didáctico, visando assegurar a protecção e cumprimento de um direito à educação a um total de 883 menores, entre alunos internos e externos.

Na perspectiva de sobrevivência desses menores, numa iniciativa da direcção aldeia SOS/Benguela, concebeu programas de informática, ciências domésticas e o curso de inglês, permitindo o desenvolvimento das suas capacidades cognitivas.

Afirmou que 19 mães substitutas acompanham o seu desenvolvimento e cuidam da alimentação e vestuário, bem como realizam diferentes tarefas como a transmissão de valores para a reinserção e recuperação psicossocial dos assistidos.

Com efeito, revelou, são disponibilizados 1.169.323 kwanzas/mês para o funcionamento mínimo da Aldeia SOS/Benguela, priorizando a alimentação, vestuário, entre outros, valores provenientes de doações de particulares e de empresas locais.

A ong Aldeias SOS conta com bases nas províncias de Benguela, Huambo e Huíla, onde está a sua sede. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA