Autoridades policiais em Luanda apertam cerca aos ladrões de cabos

DIRECTOR PROVÍNCIAL DA ORDEM PÚBLICA - MATEUS ANDRÉ (Foto: Gaspar Santos)

As autoridades policiais da província de Luanda apertam o cerco contra os ladrões de fios de cobre da rede de energia eléctrica da Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE), na periferia da cidade de Luanda.

De acordo com o director provincial para ordem publica, superintendente Mateus André, que falava à Angop, o quadro é considerado de preocupante, tendo apontado a subida do preço do cobre no mercado internacional como a principal motivação do aumento dos roubos, com realce para os registados ao longo da via Expressa.

“Para apertar o cerco, começamos a proceder a um cadastramento de indivíduos que se dedicam, fundamentalmente ao exercício deste tipo de actividade ( vendedores de material ferroso, sucatas e outros matérias feito de cobre e ferro), e dados em posse da Polícia Nacional apontam que maioritariamente são indivíduos estrangeiros que se dedicam a este tipo de actividades”, explicou.

O oficial da corporação acrescentou que do primeiro cadastramento efectuado em 41 estabelecimentos, em Luanda, vocacionados para a compra deste material, e do leque de elementos nestes locais, em numero não revelado, apenas quatro são de nacionalidade angolana.

Na última semana, o Serviço Provincial de Luanda do Serviço de Investigação Criminal (SPIC) apresentou 14 indivíduos de várias nacionalidades acusados da prática de furto e compra de cabos de electricidade.

Dos detidos cinco são compradores, dos quais três cidadãos da República Democrática do Congo, um da Costa do Marfim e um guineense.

Durante a operação foram apreendidos 98 fios de cobre de cerca de 70 centímetros, três rolos de cabo de sete metros cada, um pedaço de cabo subterrâneo trifásico de retenção, uma balança e oito telemóveis.

Os cabos de cobre e alumínio eram comercializados a fábricas localizadas no município de Viana, onde eram fundidos, transformados em alumínio e vendido no mercado informal, nomeadamente nas praças da Madeira e Golfe. (Angop)

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