Assinala-se hoje quarta-feira o Dia Internacional para a Tolerância

(amambainoticias.com.br)

O Dia Internacional da Tolerância é celebrado anualmente a 16 de Novembro.

A data foi aprovada pelos estados membros da UNESCO após a celebração, em 1995, do Ano das Nações Unidas para a Tolerância.

A celebração do Dia Internacional da Tolerância visa promover o bem estar, progresso e liberdade de todos os cidadãos, assim como fomentar a tolerância, respeito, diálogo e cooperação entre diferentes culturas, povos e civilizações.

É um dia que diz respeito não só aos governos e organizações mas também às comunidades e aos cidadãos, cabendo a todos promover a tolerância no seu espaço e no mundo.

Realizam-se neste dia encontros, debates, campanhas de informação, entre outras iniciativas. O ênfase vai para a educação para a tolerância e para as várias formas de injustiça, opressão, racismo e discriminação, assim como para as consequências deste na sociedade

Princípios da Declaração de Paris e efeitos:

A Declaração da ONU fez parte do evento sobre o esforço internacional do Ano das Nações Unidas para a Tolerância. Nela os estados participantes reafirmaram a “fé nos Direitos Humanos fundamentais” e ainda na dignidade e valor da pessoa humana, além de poupar sucessivas gerações das guerras por questões culturais, para tanto devendo ser incentivada a prática da tolerância, a convivência pacífica entre os povos vizinhos.

Foi então evocado o dia 16 de Novembro, quando da assinatura da constituição da UNESCO em 1945. Remetia, ainda, à Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma:

1. Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião (Artigo 18);

2. Todos têm direito à liberdade de opinião e expressão (Artigo 19);

3. A educação deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações, grupos raciais e religiosos (Artigo 26).

Para a consecução da tolerância entre os povos, são relacionados os seguintes instrumentos jurídicos internacionais:

Convenção Internacional dos Direitos Civis e Políticos.

Convenção Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.

Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Descriminação racial.

Convenção para a Prevenção e Combate ao Crime de Genocídio.

A Convenção de 1951 relativo aos Refugiados, e seus Protocolos de 1967 e, ainda, os instrumentos regionais.

Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher.

Convenção contra a Tortura e combate a todas as formas de tratamento cruel, desumano ou castigo degradante.

Declaração de Eliminação de todas as formas de Intolerância baseada na religião ou crença.

Declaração dos Direitos das Pessoas que pertencem a Nações ou Minorias Étnicas, Religiosas e Linguísticas.

Declaração de Medidas para Eliminar o Terrorismo Internacional.

Declaração de Viena, e Programa de Acção da Conferência Mundial de Direitos Humanos.

Declaração de Copenhague e Programa de Ação adotada pela Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social.

Declaração da UNESCO sobre Raça e Preconceito Racial.

Convenção da UNESCO e Recomendação contra a Discriminação na Educação.

A tolerância é um dever e também uma virtude.

As correntes humanistas de pensamento e acção, incluindo o cristianismo, defendem a prática da tolerância, como dever e como virtude. É dever porque consiste em aceitar todas as pessoas tais quais são, mesmo que não concordemos com elas ou nos desagradem. É virtude, porque não se limita à aceitação contrariada .

A tolerância foi, e continua a ser rejeitada, muitas vezes, sobretudo pelo dogmatismo, pela ambição e pela sobranceria.

Os dogmáticos extremistas entendem que possuem a verdade absoluta e portanto não podem ser tolerantes com quem a não possui. Forças e confissões religiosas e seus adeptos, têm sido vítimas e promotoras desta intolerância. O cristianismo também figura na história da intolerância, como vítima e como algoz.

Também a ambição exagerada de poder, de riqueza ou qualquer outra não convive bem com a tolerância. Pelo contrario, tende a destruir os obstáculos surgidos no seu percurso. A sobranceria também é incompatível com a tolerância. A pessoa sobranceira coloca-se na posição de superioridade em relação a outras; só as tolera por uma espécie de condescendência e não pelo respeito que lhes é devido.

É recomendável que a cultura e a prática da tolerância se baseie no respeito por cada pessoa e por toda a realidade. A tolerância não implica a renúncia a certezas e convicções próprias.

Exige, antes, que elas se esclareçam e se corrijam e actualizem sempre que necessário. (Angop)

DEIXE UMA RESPOSTA