Angolanos festejam sexta-feira o 41º aniversário da independência

Proclamação da Independência, pelo Presidente Agostinho Neto, no Largo 1º de Maio. (Foto: Francisco Bernardo)

O povo angolano comemora sexta-feira, 11 de Novembro, o 41º aniversário da ascensão da independência nacional, proclamada pelo primeiro presidente da República de Angola, António Agostinho Neto.

Neste dia, em 1975, o então Presidente do MPLA proclamou, “solenemente, perante a África e o Mundo, a Independência de Angola”.

A partir desta data histórico, foi transferida, definitivamente, a soberania da colonizadora portuguesa para o povo angolano, depois de 500 anos de luta armada, que custou a vida de muitos dos melhores filhos de Angola.

Entretanto, depois da II Guerra Mundial na Europa os movimentos de libertação em África desencadearam as suas reivindicações e países como a Inglaterra e a França cederam a independência às suas colónias, restando apenas Portugal, o país Europeu com territórios ultramarinos em África.

Em 1974, com os acontecimentos do 25 de Abril, a chamada Revolução dos Cravos, marcou o fim da ditadura militar em Portugal e a proclamação de um governo democrático. Com uma nova governação, o processo de descolonização acelerou.

Contudo, o novo governo revolucionário português deu início a negociações com os três principais movimentos angolanos de libertação (MPLA,FNLA e UNITA), que concluíram (Acordos de Alvor, Janeiro de 1975) implementar um Governo e Transição.

Assim, às 23 horas do dia 11 de Novembro de 1975 foi proclamada a Independência da República Popular de Angola, culminando o périplo independentista, iniciado no dia 4 de Fevereiro de 1961.

Após a independência, foi intensificada a guerra civil entre os movimentos de libertação e que culminou, em 2002, com a cerimónia de assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Luzaka (Zâmbia).

Eleições

Em 1992, o povo angolano realizou as primeiras Eleições Legislativas e Presidenciais, nos dias 29 e 30 de Setembro, e o MPLA obteve 53,14 por cento dos votos, conquistando 129 assentos na Assembleia Nacional, uma maioria absoluta, dos 220 deputados.

As presidenciais foram vencidas pelo candidato do MPLA, José Eduardo dos Santos, aguardando uma segunda volta, que não se realizou devido ao eclodir da guerra.

As segundas Eleições Legislativas foram realizadas nos dias 05 e 06 de Setembro de 2008, em que o MPLA obteve 81,64 por cento dos votos, conquistando 191 dos 220 lugares disponíveis na Assembleia Nacional.

Em 2012, foram realizadas as Eleições Gerais e o MPLA foi o Partido mais votado, elegendo 175 dos 220 deputados da Assembleia Nacional.

Estado da Nação

Segundo a comunicação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na sua mensagem sobre o Estado da Nação, na abertura da 5ª legislativa da 3ª legislatura da Assembleia Nacional no dia 17 de Outubro último, devido a ruptura brusca do preço do petróleo, o Executivo definiu em 2015 uma Estratégia para a Saída da Crise.

Esta estratégia, disse, “está alicerçada na substituição do petróleo como fonte principal de receita; na promoção de exportações a curto prazo; na programação do pagamento da dívida pública e no novo ciclo económico de estabilidade não dependente do petróleo”.

Segundo o Presidente, apesar das consequências da crise económica e financeira internacional que o país sofre desde 2008, mesmo assim, cumpriu mais de metade das metas estabelecidas pelas Nações Unidas nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015, no que diz respeito a sectores como o emprego formal, o abastecimento de energia e água potável, a saúde e o saneamento do meio, a educação e a formação profissional, entre outros.

“Todas as conquistas se devem em primeiro lugar ao clima de paz que se instalou de forma definitiva no nosso país desde 2002 e que é obra de todos os angolanos. Foi a paz que devolveu ao nosso povo a esperança num futuro melhor, num quadro de liberdade, justiça e inclusão social”. (Angop)

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