Angola é fundamental para estabilidade nos Grandes Lagos

Alexis Lamek, representante permanente adjunto da França na ONU (Foto: ANTONIO ESCRIVAO)

Angola, para além ser de ser parceiro activo a nível do Conselho de Segurança da ONU, desempenha um papel fundamental, activo que é crucial para a estabilidade da região dos Grandes Lagos.

A afirmação foi feita hoje, segunda-feira, em Luanda, em conferência de imprensa, pelo diplomata francês e representante permanente adjunto deste país no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Alexis Lamek, que chefia uma delegação da missão da ONU a Angola que visou a busca de formas para viabilizar o acordo que foi firmado após a conferência dos Grandes Lagos, que se realizou na capital do país, sobre a paz e estabilidade na República Democrática do Congo e região.

Como exemplo do empenho de Angola na busca de soluções para a paz na RDC e na região, o embaixador francês referenciou a realização da recente cimeira de Chefes de Estados e Governos da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), relativamente ligada à análise do Acordo-Quadro para a paz na RDC e na Região.

Neste quadro, Alexis Lamek reconheceu que a mesma cimeira deu um grande contributo no que diz respeito ao diálogo a nível da RDC para que ele se tornasse muito mais inclusivo.

Salientou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu levar a cabo uma missão para a RDC e que uma das razões que levou essa missão a este país prende-se com as elevadas preocupações, relativamente às incertezas no concernente à realização do processo eleitoral nesta território.

Frisou que nos últimos dois dias durante a estada da missão da ONU na RDC , que integrou também o embaixador angolano nas Nações Unidas, Ismael Gaspar Martins teve a oportunidade de trocar impressões com todos os interlocutores e partes envolvidas neste processo congolês.

No concernente à realização das eleições neste país, Alexis Lamek é de opinião que a confiança entre os actores políticos deve ser restaurada, razão pela qual medidas para se efectivar esse passo deverão ser implementadas, o mais rápido possível.

“Penso que para todas essa questões, o Conselho de Segurança da ONU, juntamente com a República de Angola, partilham a mesma visão”, concluiu o diplomata, que deixa esta noite a cidade de Luanda, com destino a Nova Yorque, Estados Unidos da América.

A intenção da visita dos membros do Conselho de Segurança a Luanda foi fundamentalmente a de encontrar uma concertação sobre o programa do conselho, relativamente à conferência dos Grandes Lagos, e sobre a situação da República Democrática do Congo.

A missão foi composta por representantes dos 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, dos quais cinco permanentes e dez não permanentes. (Angop)

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