Andebol/Africano: Ranking “leva” dois campeonatos ao Multiusos

Brasil/Rio2016: Jogo entre Angola e Montenegro (Foto: ERIC FEFERBERG)

O percurso e o desempenho da selecção nacional de Angola nas competições continentais e mundiais colocam a anfitriã da 22ª taça das nações sénior feminina de andebol num patamar muito acima das demais concorrentes no ranking da Federação Internacional de Andebol (IHF). Mas também “pedem” que em campo corrija o “lapso” de Argélia 2014.

À entrada da competição, que abre esta segunda-feira com nove países, Angola é a melhor representação africana e única entre as 20 melhores selecções do mundo.

As “Pérolas” ocupam a 18ª posição no ranking da IHF, mercê do seu desempenho internacional, onde recentemente obteve apuramento inédito para os quartos-de-final dos Jogos Olímpicos, no Rio2016.

Antes, em 2007, registou um inédito sétimo lugar no campeonato do Mundo de França.

Mas na verdade, Angola é arrebatadora no continente. Em 18 participações no CAN tem 11 títulos, uma medalha de prata e duas de bronze, num total de 14 medalhas.

À distância acentuada, a segunda força do andebol continental só aparece na 26ª posição do ranking IHF, a Tunísia. É a actual detentora do trofeu africano mas em 17 participações no CAN arrebatou três medalhas de ouro, quatro de prata e duas de bronze (9 medalhas no total).

Em termos de força desportiva, segue-se a Cote d’Ivoire – a primeira adversária de Angola, esta segunda-feira. É a 28 do ranking mundial e a nível do continente arrecadou dois títulos, é a recordista de vice-campeonatos com cinco e tem quatro medalhas de bronze. Isso torna-a a terceira nação com mais medalhas conquistadas (11).

A República do Congo é só a quarta africana no Ranking IHF na 30ª posição, mas é a segunda mais titulada de África (4 trofeus) mesmo assim muito longe de Angola.

As congolesas são recordistas da participação no CAN e segunda em números toais de medalhas que representam presenças no pódio, já que além dos quatro títulos, foi medalha de prata quatro vezes, e detém o record de “bronze” com cinco, que a coloca a apenas uma do total de Angola (14).

A Argélia, em 40º lugar mundial, é o quinto país mais potente do andebol feminino em África. Apesar de ter já 14 presenças em CAN, não tem medalhas de ouro, guardando na galeria uma de prata e três de bronze, um total de quatro.

Segue-se a República Democrática do Congo, 42ª do Ranking IHF, é sexta em África, onde, em oito campeonatos disputados registou uma medalha de prata e outra de bronze.

Por fim, entre as equipas que vão desfilar a partir de segunda-feira no pavilhão multiusos de Luanda e que estão entre as 50 melhores do mundo aparecem os camarões na 46ª posição.

A nível do continente, as camaronesas estiveram 14 vezes no CAN mas só conseguiram três medalhas de prata e duas de bronze.

Senegal, com sete presenças no campeonato africano e com apenas uma medalha de prata, curiosamente na primeira edição da prova em 1974, e Guiné Conacry, que inscreveu o seu nome pela primeira vez na cimeira do andebol continental na mais recente edição (2014) com um oitavo lugar são as selecções menos cotadas do campeonato que vai decorrer até 7 de Dezembro, na sua terceira passagem por Angola.

No entanto, não obstante a evidência dos números favoráveis às anfitriãs, Natália Bernardo, Isabel Guialo, Teresa Bá e colegas têm de “descodificá-los” na quadra do pavilhão moderno de 12 mil lugares, localizado num extremo de Luanda que é uma evidência de crescimento da qualidade de vida dos cidadãos angolanos.

Para tal, precisarão de corrigir o que se passou na Argélia 2014, repetir a prestação do torneio pre-olímpico de Luanda e a entrega durante os Jogos “Rio2016”. (Angop)

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