Visita do PR da RCA incitará implementação de acordos “encalhados”

Presidente da República Centro Africana (RCA), Faustin Touadéra (Foto: Alberto Julião)

O secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, disse hoje, em Luanda, que a visita do Presidente da República Centro Africana (RCA), Faustin-Archange Touadéra, a Angola ajudará a dar orientação as partes para a implementação de acordos e projectos “encalhados”, tendentes ao reforço das relações bilaterais.

“Será uma ocasião para os dois chefes de Estado analisarem as relações existentes e perspectivarem aquilo que deve ser o futuro, que será naturalmente caracterizado pela execução de uma série de projectos, que já estão concebidos e aguardavam pela legitimação do Governo na RCA”, anteviu o diplomata angolano.

Em entrevista à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, Manuel Augusto adiantou que o encontro entre os dois estadistas dará orientação para as partes (a vários níveis) implementarem o estabelecido como meta para o reforço das relações bilaterais, assim como possibilitará a abordagem de alguns assuntos de carácter regional.

Como sabem, argumentou o secretário de Estado das Relações Exteriores, a RCA também faz parte dos Grandes Lagos e da África Central; portanto há uma série de matérias de interesse comum que certamente vão centrar as conversações entre os dois presidentes.

“Temos todos esperança que a instabilidade que se regista desde há alguns dias na RCA seja passageira. E, por isso mesmo, esta visita enquadra-se nos esforços tendentes a debelar as razões que levam ainda a alguns actos que põe em causa o que foi perspectivado para a normalização da vida neste país da África Central”, expressou.

Portanto, continuou Manuel Augusto, “acreditamos que os esforços regionais, liderados pelo presidente, José Eduardo dos Santos, na qualidade de presidente da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), vão ajudar a RCA a encontrar a normalidade do processo de reconciliação e reconstrução nacional”.

De acordo com o governante, não pode haver cooperação económica sem que haja estabilidade política e o fim da violência, razão pela qual os dois países estão a trabalhar em conjunto.

“O potencial da RCA é muito grande, é um país com uma população pequena e vastos recursos naturais. Portanto, a tem todas as razões para proporcionar uma vida digna aos seus cidadãos. Para isso é preciso que haja paz, e para haver paz é preciso diálogo,” advogou Manuel Augusto, salientando haver muita expectativa em torno da visita.

Neste particular, informou que o agudizar da tensão naquele país forçou ao adiamento da visita de Faustin-Archange Touadéra a Angola, inicialmente agendada para a semana passada, por ocasião da realização da 7ª Reunião do Mecanismo Regional de Supervisão do Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para a RDC e os Grandes Lagos, que a capital angolana acolheu no dia 26.

Recorda-se que no dia 21 deste mês os dos Estados assinaram, em Luanda, dois novos instrumentos jurídicos, com vista o reforço da cooperação bilateral entre os respectivos Estados, tendo como signatários o ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Rebelo Pinto Chikoti, e o seu homólogo Charles Doubané,

Trata-se do Acordo Geral de Cooperação Revisto e do Memorando Político entre o Ministério das Relações Exteriores de Angola e dos Negócios Estrangeiros, Integração Africana e dos Centro Africanos no Estrangeiro. Além disso, as Repúblicas de Angola e Centro Africana cooperam também nos domínios parlamentar e económico. (Angop)

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